Marketing na era da web 2.0

Nos primórdios da internet a comunicação entre as organizações e os usuários seguia um modelo comunicacional representado pelo sentido “one-to-many”. Isto é, a organização produzia a mensagem e o target recebia-a; a organização informava e o target era informado.

Com o surgimento da Web 2.0, sensivelmente em 2004, a internet sofre uma evolução qualitativa. Novos softwares com características ímpares são introduzidos à oferta existente. É promovida a participação e a interacção entre os usuários em iguais circunstancias.

Pode dizer-se que a democratização entra no mundo da internet, e, consequentemente, o paradigma comunicacional “one-to-many” é substituído pelo padrão “many-to-many”. Por outras palavras, a informação difundida neste espaço digital deixa de ter apenas uma origem, controladora e selectiva, para ter várias, com ou sem anonimato. A sociedade da informação dá espaço à sociedade do conhecimento; a era da produção à era da colaboração.

Como consequência, nas teias complexas da rede das redes, os usuários apercebem-se de que a sua “voz” pode ser transmitida de forma gratuita e fácil e, mais importante ainda, ser ouvida por muitos sem barreiras geográficas. Esta perda de controlo sobre a informação difundida por parte das empresas relativamente às suas marcas e elas próprias faz brotar nos usuários da internet uma nova consciência – selectiva, critica e informada, que exige ser ouvida e que haja maior transparência da parte das organizações.

A combinação destes dois factores (perda de controlo da informação difundida e o empowerment dos clientes) tornou indispensável a aplicação de uma estratégia relacional, interactiva e colaborativa entre as organizações e os seus clientes.

Em cada nova etapa, em cada mudança ou reconfiguração do mercado, são exigidas diferentes atitudes e somente as empresas capazes de dar uma resposta adequada ao momento sobreviverão a um sector que expulsa os mais fracos. Isto é, adaptar-se às diferentes realidades sociais de cada momento tornou-se numa permanente questão de sobrevivência para os profissionais de comunicação, na procura constante de fórmulas que permitam conseguir uma comunicação mais fluida e eficiente num contexto de extrema concorrência. São as empresas que se devem adaptar ao cliente e não o inverso.

AMB

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