Eye tracking

Para quem não conhece, o eye tracking refere-se a um conjunto de tecnologias que permite medir e registar a forma como uma pessoa olha para uma determinada cena ou imagem, particularmente em que áreas fixa a sua atenção, por quanto tempo e que ordem segue na sua exploração visual.

A pertinência de estudar os movimentos oculares tem como base a hipótese “strong eye-mind”, isto é, o que uma pessoa está olhar é assumido como indicador do pensamento actual/prevalente nos processos cognitivos. Tal significa que a gravação dos movimentos oculares fornece um traçado dinâmico sobre onde está dirigida a atenção numa determinada cena visual. A medição de outros aspectos dos movimentos oculares, como as fixações (momentos em que os olhos estão relativamente fixos, assimilando ou “codificando” as informações), poderá igualmente revelar a quantidade de processamentos aplicados a objectos visualizados.

Representação dos dados

Através da informação recolhida durante a sessão eye tracking os pacotes de software existentes permitem criar animações e representações com a finalidade de resumir graficamente (através de mapas) o comportamento visual de um usuário ou conjunto deles.

Todas estas representações gráficas são ilustrativas e capazes de comunicar os resultados, não só à equipa de investigação, mas também, por exemplo, ao cliente final, já que permitem demonstrar através de uma só imagem a forma como o usuário explora a interface.

De seguida encontramos as formas de reporting visual existentes:

Traçado de olhares (gaze plot)

Quando se analiza o comportamento visual dos usuários de forma individual é costume usar representações animadas com um ponto na interface, indicando onde se fixou em cada momento o participante a sua atenção, assim como um pequeno traço com a forma de linha que indica os movimentos sacádicos prévios.

É também possivel usar representações estáticas do caminho sacádico na exploração visual, embora seja mais dificil de interpretar, mostrando a sequência de movimentos correspondentes às fixações visuais (percurso visual), a respectiva ordem e duração (tempo de fixação).

“Mapas de Calor”

Uma representação estática alternativa, especialmente adequada para a análise aglomerada dos padrões de exploração visual de grupos de usuários, é os “heatmaps” ou “mapas de calor”. Nestas representações as áreas “quentes” ou de maior intensidade sinalizam os locais onde os usuários fixaram a sua atenção com maior frequência (elementos mais atractivos).

“Mapas de zonas cegas”

Para além dos “mapas de calor” temos ainda uma versão simplificada designada por “mapas de zonas cegas” onde unicamente são apresentados os espaços mais vistos, estando o resto da zona visual preenchida a negro.

Cluster

Neste tipo de reporting são reveladas as áreas onde se verificaram maior concentração de pontos de fixação durante uma sessão, distribuídas percentualmente pelos participantes que demonstraram interesse nas mesmas.

Bee Swarm

É produzido em modo vídeo e mostra simultaneamente todo o agregado de fixações visuais dos participantes, sob a forma de pontos nas áreas que concentraram maior atenção.

Áreas de interesse (AOI -areas of interest)

Este tipo de representação dos dados permite gerar dados estatísticos sobre o comportamento dos participantes nas áreas que captaram maior atenção, relacionando a fixação visual com determinados elementos ou objectos observados.

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