Conversas com… Inesting

Neste post Francesco Berrettini, Director-Geral da agência de marketing digital Inesting, partilha connosco a sua visão sobre o estado actual e futuro do mobile marketing. Uma área em clara ascensão e com um futuro promissor, se tivermos em conta o crescente uso de smartphones e tablets tanto em Portugal, como no exterior.

Boa leitura!

1-Quais são para si as grandes vantagens do mobile marketing? 

O canal Mobile apresenta diversas vantagens face aos outros canais, nomeadamente a proximidade ao utilizador, pois está sempre presente na vida quotidiana, sendo que a maioria da população tem mais de um aparelho e estão com o aparelho ligado durante 24 horas; a eficácia de abertura das SMS, uma vez que acabam sempre por ser lidas pelo seu destinatário; as possibilidades de interacção; o baixo custo por contacto; entre outras.

Estes são factores determinantes para a escolha do canal pelas marcas. A elevada penetração que o mobile tem tido, potenciada principalmente nos últimos anos pela convergência de outros canais neste. O Mobile é hoje muito mais do que simples comunicação telefónica e mensagens de texto. Hoje é possível receber email e consultar um website com um terminal móvel. Deste modo, são várias as ferramentas à disposição dos Marketeers para além da Voz e SMS, temos MMS, Bluetooth, Mobile Advertisement, entre outras.

O terminal mobile está a crescer enquanto meio de acesso à internet e o volume de pesquisas online via mobile em países como Inglaterra já ultrapassa os 40%. Segundo estudo realizado pela Emarketer, graças a esta nova realidade a Google afirma que mais de 50% das suas receitas com publicidade surgiram do canal mobile.

Mas não são só os novos meios disponibilizados pelo mobile que garantem o seu sucesso. Mesmo anunciado o fim do sms enquanto ferramenta de Marketing Digital directo, este apresentou um decréscimo nos últimos anos muito inferior ao esperado, pois alguns sectores de actividade não abdicam de comunicar regularmente para as suas bases de dados.

Por último, as possibilidades tecnológicas de poder medir resultados e formas mais avançadas de segmentação, como o geo-targeting por exemplo constituem um factor de escolha de peso.

2- Que visão tem em relação à forma como este tipo de marketing é usado hoje em dia em Portugal? 

A nível europeu, Portugal encontra-se nos primeiros países em termos de penetração mobile, mas na cauda em termos de gasto por utilizador.

Segundo o Relatório Serviços móveis do 2º Trimestre de 2012 levado a cabo pela ANACOM, a taxa de penetração dos serviços móveis é de 156 %, sendo que 42 % dos telemóveis vendidos em Portugal são smartphones, segundo os dados revelados pela IDC European Mobile Phone Tracker, o que facilita a comunicação via internet.

Verifica-se no primeiro semestre de 2012 uma redução no crescimento na venda de smartphones, no entanto, esta quebra não se revela tão acentuada comparando com os demais sectores, diz a Tek, publicação do SAPO dedicada a tecnologia.

As marcas estão a despertar o interesse para a sua presença neste canal de convergência. No entanto raras são as que dispõem de uma estratégia de marketing adequada ou mesmo convergente neste canal.

Por outro lado, surgem algumas limitações em termos de sofisticação e consequentemente criatividade na abordagem junto dos consumidores.

Comparando o nosso país, com outros mercados como Inglaterra ou EUA, a dimensão do nosso mercado tem um retorno do investimento de aplicações mobile mais reduzido que noutro países, por parte de muitas marcas.

3 – Conhece alguma campanha mobile marketing que possa servir de referência?

A Inesting tem alguns cases studies de campanhas mobile marketing que seriam interessantes revelar.

Contudo considero pertinente o caso da William Lawson’s em que foi dinamizado um passatempo mobile, através do serviço Reply100 desenvolvido pela Inesting.

Outro case study de mobile marketing que considero de referência é o case da Staples, cliente Direct100, uma plataforma de envio de SMS desenvolvida pela Inesting.

4- Como prevê o futuro do mobile marketing dentro de cinco anos? 

A convergência do web marketing e mobile indica que não fará muito sentido a distinção entre estes. Grande parte da população mundial já utiliza o telemóvel como um meio de navegar na Internet, receber e enviar e-mails, usar as redes sociais e, vários indicadores e especialistas, indicam que a partir de 2014 o acesso à internet será maioritariamente realizado por telemóveis e o principal ponto de contacto com os clientes e potenciais clientes passará a ser para o dispositivo móvel.

O crescimento de sites mobile seguirá esta tendência, impera a mudança de navegação com “mouse” para o “touch”.

Há um forte crescimento na publicidade mobile impulsionado pelo aumento das pesquisas web feitas via mobile. Para 2015, estima-se um crescimento de 25% para o mercado Global.

O desenvolvimento tecnológico, velocidades de conexão mais rápida e mais acessível permitirão aos consumidores maior consumo e variedade de informação que irá proporcionar mais formatos de anúncios e oportunidades para interacção.

A Cisco, uma das maiores fabricantes mundiais de equipamentos de rede, estima ainda que em 2016 existam cerca de 1,4 dispositivos com ligações móveis para cada habitante. Parece que os aparelhos móveis vão ultrapassar a massa humana no planeta.

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