The shipping battle beggins!

Quando os produtos deixam de ter diferenças signficativas capazes de se diferenciarem da concorrência, ou quando existe pouca “folga” para mudar ou inovar um dado produto ou serviço uma das apostas inteligentes está nos serviços pós-venda. A Amazon e a eBay são duas empresas que confirmam esta teoria.

Ainda não há muito a Amazon surpreendeu o mundo com a sua aposta na entrega de produtos recorrendo a drones, o “Amazon Prime Air”. Uma verdadeira estratégia “moon shot”:

 

Independentemente da exequibilidade do projecto, o certo é que a originalidade e o “breakthrough” conseguiu à empresa várias referências nos meios de comunicação de quase todo o mundo.

A resposta não se fez esperar muito da parte da empresa eBay que compete com o serviço de entrega “eBay Now”, o qual permite entrega local no máximo de uma hora (uma estratégia “bold innovation”). É certo que se trata de uma ideia mais simples, porém, é por essa razão mais fácil de implementar, logo mais realista.

Hahtags – quando a mensagem se torna no meio

Para quem ainda não conhece, as hahtags (termo em inglês para definir o símbolo #) são palavras-chave escritas sem espaços que se transformam em links e que funcionam dentro de uma rede através da colocação do símbolo “#” antes de qualquer palavra. Elas são uma forma de expressão da cultura urbana e, tal como qualquer linguagem, possuem significados e formas de utilização próprias passíveis de evolução.

Tal como as tags, as hashtags são usadas para marcar  conteúdo visual ou verbal. Por exemplo, ao clicar numa hashtag chamada #sales, poderá ver todos os tweets que possuem a mesma hashtag.

Do ponto de vista comunicacional, as hashtags não devem ser ignoradas pois contribuem para uma maior visibilidade dos produtos, serviços ou mesmo eventos (como promoções) de uma marca ao amplificarem o seu alcance.

Uma hashtag ideal deve ser única, curta, capaz de definir o negócio da sua marca, de fácil memorização e ser usada de forma consistente. É importante promover o uso das suas hashtags como método de relacionamento entre a sua marca e o seu público, já que o objectivo é que sejam usadas pelo maior número de pessoas.

Outra recomendação consiste em ser rápido em detectar modas/tendências (trending hashtags), isto é, hashtags momentaneamente populares, e saber usá-las para conseguir uma maior exposição da sua marca. Nesse sentido, sugere-se o uso de sites de monitorização como o Twitter, Google+, hashtags.org, statigram, e o trendsmap.

A marca Oreo, por exemplo, é conhecida por saber tirar partido das trending hashtags. Durante o apagão da SuperBowl de 2013, ela foi das primeiras marcas a reagir com o seguinte tweet:

Oreo-Dunk-in-the-Dark

Com esta mensagem a Oreo obteve cerca de 15.000 retweets (encaminhamento de um tweet) e mais de 20 mil likes no Facebook. Números que conseguiram ainda atrair a atenção dos media tradicionais que aclamaram a marca como vencedora do apagão da Super Bowl.

Como vê, é fácil proporcionar à sua marca “15 minutos de fama”. Basta para isso estar atento,  saber reagir atempadamente e um pouco de criatividade.

Consumidores com voz

É já sabido que a emergência da Web 2.0 veio alterar o papel do comportamento do usuário, que passa de um receptor passivo para um receptor activo, dando-se a transição da era da produção para a era da colaboração. Uma mudança tão notável que a revista Time anunciou como “Pessoa do Ano” em 2006 “Você” (“You”).

Desde então proliferaram os websites com base no conteúdo gerado pelos usuários, como é o caso das redes sociais online. Outro exemplo de sucesso é o website ZAGAT.com que disponibiliza classificações/ratings de cerca de 30.000 restaurantes para cada ocasião oriundos de vários países (incluindo Portugal) feitos por qualquer pessoa. Neste website milhares de pessoas partilham as suas experiências e opiniões através de inquéritos, que depois de analisados dão origem a uma pontuação (de 0 a 30) disponível online e nos livros-guia Zagat.

26 – 30 Extraordinary to perfection
20 – 25 Very good to excellent
16 – 19 Good to very good
10 – 15 Fair to good
0 – 9 Poor to fair

Como se pode ver, não é só nas populares redes sociais como o Facebook ou o Twitter que o fenómeno passa-palavra é amplificado numa escala quase incomensurável, o que significa que a solução para garantir uma boa “review” não passa por controlar o que é dito na sua página de rede social, mas garantir boas experiências dignas de serem partilhadas.

Eye Tracking como Método de Investigação

Está já disponível e de forma gratuita o meu mais recente artigo sobre o uso do Eye Tracking como Método de Investigação Aplicado às Ciências da Comunicação.

Este trabalho foi desenvolvido com o principal propósito de dar a conhecer esta tecnologia como método de recolha e análise de informação, bem como o seu potencial de implementação em diferentes domínios do meio académico, científico e âmbito comercial.

Os temas focados ao longo do presente trabalho foram seleccionados por se considerarem base para quem pretende entender como funciona esta ferramenta de investigação. São eles: a origem da tecnologia e a sua descrição; desenho do projecto; desafios na selecção da amostra; recolha, interpretação e análise dos dados; e actuais limitações.

Link para o artigo: http://www.revistacomunicando.sopcom.pt/ficheiros/20130108-tracking.pdf

eye-tracking

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Google Analytics está mais social

No seguimento do crescente interesse em mensurar os resultados das campanhas social media, podendo assim determinar a eficácia das redes sociais, a Google anunciou a criação de algumas ferramentas capazes de fornecer relatórios “social media”, incorporados no já existente site Google Analytics (para quem não conhece este serviço, recomendo a leitura deste post).

Eis os novos relatórios e respectivas funções:

– Relatório geral: permite perceber qual o valor de conversão que é criado a partir dos seus canais sociais, indicando quanto do valor total facturado provém do tráfego pelas redes sociais. Referências que levam a conversões imediatas são designadas como “Última Interacção de Conversão Social”. Caso aconteçam posteriormente, são denominado “Conversão Social Assistida”.

– Relatório de conversão: permite medir o valor de cada canal social, observando as taxas de conversão de cada rede social e o valor monetário que elas geram para o negócio.

– Relatório de fontes sociais: permite visualizar como se comportam os visitantes de origens diferentes, isto é, como interagem com o conteúdo.

Dentro do relatório de fontes existe ainda uma guia de “fluxo de actividades” que indica como os visitantes se relacionam com o seu conteúdo fora do seu site, através da Web social.

– Plugins sociais: estes novo plugins indicam quais os artigos mais partilhados ou recomendados e em que redes sociais tais comportamentos se manifestam mais.

E os vencedores são:

O popular motor de busca Google Zeitgeist revelou recentemente quais os temas que mais chamaram a atenção em todo mundo entre os utilizadores do Google, no que concerne ao ano de 2011, divididos em 11 categorias.

Em Portugal as pesquisas mais populares são as que se seguem:

-Pesquisas mais populares: Facebook;

-Pessoas que registam um crescimento mais rápido: Adele, Angélico Vieira e Carlos Castro;

-Pesquisas com crescimento mais rápido: Censos 2010;

-Produtos: iPod, iPad e iPhone 4;

-Categoria “Google News”: Porto;

-Programas de televisão: “Alma Gémea”;

-Música: Iz Kamakawiwo Ole, cantor norte-americano conhecido pelo tema “Over the rainbow/What a wonderful world”;

-Comida: bife Wellington

-Animais de estimação: bulldog francês;

-Desportos: Open dos EUA;

-Filmes: Rio.

Deixo-vos um filme com uma proposta de resumo do ano que finda.

A era do mobile marketing

Todos os dias, cada vez mais cibernautas usam o telemóvel para realizar procuras de informação online, ler notícias, encontrar direcções, assistir a vídeos, usar a rede social e investigar produtos ou comparar preços. De acordo com uma previsão da Wireless Intelligence, espera-se que no final do ano de 2011 o número total de conexões globais móveis ultrapasse os seis bilhões. Nos EUA, por exemplo, o tempo médio passado com os telemóveis é já de uma hora e cinco minutos por dia, contra os 44 minutos dedicados às publicações em papel (Meios e Publicidade).

Por essa razão o telemóvel está-se a tornar num canal idóneo para o estabelecimento de interacção (de engagement) entre a marca e o público-alvo e para fins comerciais. Segundo dados da Google, 79% dos usuários de smartphones já usou os seus telemóveis para ajudar a fazer compras, sendo que desse número 74% fez efectivamente compras. Uma pesquisa da Enders Analysis revela ainda que no Reino Unido 1 em cada 4 usuários de smartphones está exposto a publicidade móvel.

Contudo, a Google revela igualmente que apenas 21% dos principais anunciantes do mundo tem páginas optimizadas para formato móvel, o que levanta a questão se a actual experiência mobile do site tem sido positiva para o usuário.

Eis algumas sugestões a ter em conta aquando da construção da sua estratégia mobile:

– Importa saber de antemão a quem se dirige, o que pretende alcancar e como poderá usar a publicidade móvel como parte integrante da sua oferta aos clientes. Não se trata de acrescentar, mas de integrar na sua estratégia de modo a ser efectiva.

– Em seguida, decida qual será o seu “unique selling proposition”. Isto é, o que é que o vai diferenciar do resto da concorrência.

– Tenha em conta, por exemplo, os hábitos de uso: os usuários tendem a ser mais activos durante os períodos de almoço, noite e no fim-de-semana, quando não estão ligados a um computador.

– Não esquecer de que não se trata de encher o telemóvel com publicidade indesejada. Há que saber introduzir-se de forma discreta (no sentido de não ser imposta, mas sim desejada) e estratégica.

– Finalmente, faça uso da evolução das novas tecnologias que permite aos seus anúncios assumirem neste canal várias formas, como música, vídeo e “application downloader”.

Se estiver interessado em obter mais informações sobre este novo canal e como o aplicar, dê uma olhadela neste post!