Como o uso da Internet afecta a memória

O advento da Internet veio facilitar de forma inagualável o acesso à informação. De um modo geral, já não precisamos de fazer grandes esforços para encontrar o que procuramos, sejam nomes, direcções, datas, etc., quando temos connosco um dispositivo que nos pôe em contacto com a “rede das redes” e consequentemente ao conhecimento variado de forma simples. Basta fazer uma pesquisa no “Google” e em segundos podemos obter a resposta.

Quatro estudos realizados por cientistas de várias universidades (Daniel M. Wegner de Harvard, Jenny Liu da Universidade de Wisconsin, Madison, liderados por Betsy Sparrow, professora assistente de psicologia na Universidade de Columbia) demonstram que a memória humana está a adaptar-se às novas tecnologias.

O estudo revela que os participantes evitam memorizar uma informação quando sabem que a podem aceder no futuro via internet. Ao passo que se souberem que tal conhecimento é passageiro ou difícil de encontrar, então as probabilidades de o memorizarem serão maiores.

Outro resultado que surpreendeu os cientistas foi saber que à pergunta “existem países cuja bandeira apenas tem uma cor?” o pensamento imediato dos participantes foi pesquisar online.

A Internet tornou-se numa forma primária de memória externa ou transacional, onde a informação é armazenada colectivamente fora de nós mesmos. Um dado que nos remete para a memória transaccional, isto é, a noção de que contamos com a nossa família, amigos e colegas de trabalho, bem como material de referência para armazenar informações para nós.

Fontes: http://www.nytimes.com/2011/07/15/health/15memory.html?_r=2, http://www.sciencemag.org/content/early/2011/07/13/science.1207745#aff-2

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Primeiros passos para entrar no marketing móvel

Com o aumento das vendas e do uso de smartphones, o marketing móvel tornou-se numa realidade cada vez mais apetecível, porém ainda por explorar por várias organizações privadas e públicas. Para quem está a pensar entrar neste mundo móvel mas não sabe como fazer, este post poderá ser uma solução já que ensina quais os primeiros passos indispensáveis a serem adoptados:

1: Instale o seu website móvel

Poderá fazê-lo usando o sistema automático oferecido por várias companhias (como a WordPress e a GoDaddy) que auto-formatam o seu website para um mostrador móvel. Outra opção será usar uma das muitas plataformas plug-and-play disponíveis online. Estas permitem a criação de um website móvel independente do seu website principal. Para quem estiver interessado, sugere-se uma visita aos sites de Mobicanvas.comGetGoMobi.com e Onswipe.com. Uma terceira hipótese será incluir uma simples linha de código na sua página inicial, que”fareja” o tamanho da tela do visitante do seu site e faz uma adaptação automática ao tamanho da tela – ver por exemplo CSS-Tricks.com.

2: Dê a conhecer o seu negócio nas plataformas baseadas na localização

Desta forma a sua página será apresentada naquelas plataformas sempre que seja feita uma procura. Visite a título de exemplo os websites de Foursquare,Gowalla e Facebook Places.

3: Mergulhe no mundo móvel

Dificilmente entenderá completamente o marketing móvel até que o comece a usar. Use o seu smartphone e “brinque” com ele: faça pesquisas, compras, pesquisas de voz com o Google Voice Search, etc. Quanto mais usar o seu smartphone, mais depressa perceberá que não é tão complexo como possa parecer. É apenas mais um canal de marketing de uma vasta lista de canais introduzidos ao longo das últimas décadas.

4: Crie uma campanha móvel

Campanhas de publicidade móvel podem ser compradas com base no custo-por-click, custo-por-mil ou custo-por-aquisição. Em caso de dúvidas, visite os sites das seguintes plataformas de marketing móvel: Millennial MediaiAd from Apple ou AdMob from Google.

5: Incorpore um código QR.

Os códigos QR (QR Codes) são bastante populares em Londres, por exemplo. Estes consistem em pequenos códigos de barras quadrados espalhados por vários sítios. Estes códigos podem ser digitalizados pelos smartphones, dirigindo o usuário para a página web móvel, onde é possível encontrar cupons de desconto, conteúdo extra ou ofertas especiais.

Se nunca experimentou digitalizar um código QR experimente o código ao lado que o levará ao artigo “100 Top Mobile Media Applications”.

Para obter informações mais detalhada sobre estes códigos, sugere-se a leitura do texto How QR Codes Can Grow Your Business.

Deixo-vos o exemplo de uma campanha móvel, realizada este ano na estação de St. Pancras, Londres, e que tive a oportunidade de ver “crescer”:

A árvore de Natal é toda ela feita com peças de Lego, sendo que existe um cubo pendurado com um código QR como se fizesse parte da decoração e que nos liga ao website dos construtores Bright Bricks.

(post inspirado no artigo http://www.socialmediaexaminer.com/5-simple-steps-to-getting-started-with-mobile-marketing/)

Ferramentas Social Media para tempos de crise

Ferramentas social media para tempos de crise só podem ser… ferramentas grátis. E não haja dúvidas de que são bastante úteis quando se pretende medir de forma rápida e simples o impacto que uma campanha de comunicação está a ter no mundo virtual, permitindo uma gestão mais eficiente dos seus recursos.

Aqui estão os desejados softwares:

  1. Timely: possibilita a programação do envio de tweets;
  2. Hootsuite: torna possível a monitorização das suas contas Facebook e Twiter e ainda programar as publicações. A versão paga possibilita o rastreamento de links, colaboração e integração com o Google analytics e Facebook;
  3. Twittercounter: permite acompanhar e comparar as estatísticas do seu Twitter em relação a terceiros;
  4. Wildfire APPideal para observar e comparar (semelhante ao twittercounter) os seguidores do Twitter e do Facebook;
  5. Google Analytics URL builder: usado para codificar ou atribuir uma tag aos links e poder assim monitorizá-los;
  6. Google alertspermite saber o que é dito sobre a sua marca em tempo real.
  7. Web analytics: disponibiliza informações sobre as visitas à sua página web (para mais informações, consulte este post).

Quem conhecer mais ferramentas social media grátis e de fácil uso não hesite em partilhar!

Eye tracking

Para quem não conhece, o eye tracking refere-se a um conjunto de tecnologias que permite medir e registar a forma como uma pessoa olha para uma determinada cena ou imagem, particularmente em que áreas fixa a sua atenção, por quanto tempo e que ordem segue na sua exploração visual.

A pertinência de estudar os movimentos oculares tem como base a hipótese “strong eye-mind”, isto é, o que uma pessoa está olhar é assumido como indicador do pensamento actual/prevalente nos processos cognitivos. Tal significa que a gravação dos movimentos oculares fornece um traçado dinâmico sobre onde está dirigida a atenção numa determinada cena visual. A medição de outros aspectos dos movimentos oculares, como as fixações (momentos em que os olhos estão relativamente fixos, assimilando ou “codificando” as informações), poderá igualmente revelar a quantidade de processamentos aplicados a objectos visualizados.

Representação dos dados

Através da informação recolhida durante a sessão eye tracking os pacotes de software existentes permitem criar animações e representações com a finalidade de resumir graficamente (através de mapas) o comportamento visual de um usuário ou conjunto deles.

Todas estas representações gráficas são ilustrativas e capazes de comunicar os resultados, não só à equipa de investigação, mas também, por exemplo, ao cliente final, já que permitem demonstrar através de uma só imagem a forma como o usuário explora a interface.

De seguida encontramos as formas de reporting visual existentes:

Traçado de olhares (gaze plot)

Quando se analiza o comportamento visual dos usuários de forma individual é costume usar representações animadas com um ponto na interface, indicando onde se fixou em cada momento o participante a sua atenção, assim como um pequeno traço com a forma de linha que indica os movimentos sacádicos prévios.

É também possivel usar representações estáticas do caminho sacádico na exploração visual, embora seja mais dificil de interpretar, mostrando a sequência de movimentos correspondentes às fixações visuais (percurso visual), a respectiva ordem e duração (tempo de fixação).

“Mapas de Calor”

Uma representação estática alternativa, especialmente adequada para a análise aglomerada dos padrões de exploração visual de grupos de usuários, é os “heatmaps” ou “mapas de calor”. Nestas representações as áreas “quentes” ou de maior intensidade sinalizam os locais onde os usuários fixaram a sua atenção com maior frequência (elementos mais atractivos).

“Mapas de zonas cegas”

Para além dos “mapas de calor” temos ainda uma versão simplificada designada por “mapas de zonas cegas” onde unicamente são apresentados os espaços mais vistos, estando o resto da zona visual preenchida a negro.

Cluster

Neste tipo de reporting são reveladas as áreas onde se verificaram maior concentração de pontos de fixação durante uma sessão, distribuídas percentualmente pelos participantes que demonstraram interesse nas mesmas.

Bee Swarm

É produzido em modo vídeo e mostra simultaneamente todo o agregado de fixações visuais dos participantes, sob a forma de pontos nas áreas que concentraram maior atenção.

Áreas de interesse (AOI -areas of interest)

Este tipo de representação dos dados permite gerar dados estatísticos sobre o comportamento dos participantes nas áreas que captaram maior atenção, relacionando a fixação visual com determinados elementos ou objectos observados.

O mundo dos smartphones

Já temos ao nosso dispor um site capaz de fornecer de forma gratuita dados sobre o uso dos smartphones em trinta países (Portugal não está incluído), tendo sido criado pela Google: Our Mobile Planet .

Neste site torna-se possível criar gráficos que relacionam variáveis como a penetração dos smartphones, comportamento dos consumidores, actividades, comércio e publicidade. No final, os dados poderão ser exportados em formato PNG, CSV ou XLS.

A informação foi obtida com o auxilio da Ipsos e da Mobile Marketing Association, e disponibiliza dados correspondentes aos messes entre Março e Julho de 2011.

Apresentações power-point? só se for com o modelo 10-20-30

Tem de fazer uma apresentação e pensa usar o power-point, mas não sabe se o número de slides é suficiente ou excessivo? A regra 10 – 20 – 30 de Guy Kawasaki poderá ser uma opção a considerar.

Guy sugere que uma apresentação power-point deverá conter 10 slides, durar 20 minutos e deve ser usado o tamanho de letra 30. Vejamos as justificações apresentadas:

10 slides –  é o número ideal de slides, porque um ser humano em média não compreende mais de dez conceitos numa reunião;

20 minutos – o tempo ideal da apresentação consiste em 20 minutos dedicados à apresentação, seguidos de 40 minutos para discussão;

30 de tamanho da letra –  o tamanho ideal da letra não deverá ser nem muito pequeno, nem muito grande. Isto obriga a uma selecção prévia e cuidada da informação exposta, evitando a sua leitura durante a apresentação. Se o público descobre que está a ler o texto, vai lê-lo antes de si (ele consegue ler mais depressa do que você a falar) e o resultado final será que ambos deixam de estar em sincronia.

Para mais explicações, oiça o próprio Guy Kawasaki neste vídeo:

         

       

     

Era uma vez…

Quem não gosta de ouvir uma história? E quando são bem contadas parece que o tempo voa.

Em comunicação, dominar a arte do storytelling faz uma grande diferença quando se pretende transmitir uma mensagem de forma eficaz e “prender” a atenção do público, quer seja num meio offline ou online.

Como qualquer outra arte, o storytelling é regido por normas. Para começar, uma história deve ter um principio, meio e fim. Acresce-se uma personagem, alguém em quem a audiência se possa identificar ou confiar e que permite humanizar o relato. Esta personagem representa o herói da narrativa, aquele que supera os conflitos, o mensageiro que se relaciona com a sequência de eventos (informação). Por sua vez, esta última não deverá ser o foco da história, mas sim um suporte.

Importa relembrar que o principal objectivo do storytelling consiste em criar emoções (o significado da história é subliminar) e para isso torna-se necessário criar uma relação pessoal com a audiência por meio de um relato flexível e não memorizado, composto de detalhes visuais e de tensão. O storyteller deve permitir ao ouvinte entrar noutro ambiente, ser transportado para outro local.

Finalmente, contada a história, estabelece-se uma analogia com outra situação. Esta fase torna-se imprescindível para que inconscientemente se transmitam as características de uma história para outra.

Querem ver um master storytelling em acção? Dêem uma espreitadela neste video: