Páginas web móveis ou apps?

Finalmente decidiu investir no mobile marketing, mas está na dúvida se deve apostar numa página web a ser usada no formato móvel ou num app (aplicação móvel) – é a “one million dollar question”.

Um website móvel é semelhante a qualquer outro site, no sentido de ser baseado nas páginas de navegação HTML que estão ligadas entre si e acessíveis pela Internet (nas redes móveis com acesso a WiFi, ou que sejam da 3G ou 4G). A principal diferença está no facto de ser visualizado numa ecrã mais pequeno e portátil.

Por sua vez, os apps consistem em aplicações instaladas no telemóvel (ou tablet) e que por isso não requerem o uso de páginas web, sendo obtidas em portais específicos, como na Apple App Store, Android Market ou BlackBerry App World. De um modo geral, o app pode recolher o conteúdo e os dados a partir da Internet, tal como qualquer outro site, ou pode fazer o download do conteúdo no momento da instalação, para que possa ser acedido mais tarde sem ser necessária a conexão com a Internet.

Eis uma lista dos prós e contras em relação a cada formato que poderá ajudá-lo na sua escolha:

web mobilePáginas web móveis:

Comparativamente com os apps, uma página web para dispositivos móveis poderá ser uma solução mais barata, já que existem sites que convertem automaticamente a sua página web num formato móvel.

Tal como qualquer outro site, o web móvel pode conter texto, imagens e vídeos. Porém, visualmente este formato tende a ser mais aborrecido, no sentido de ser menos interactivo do que um app.

Do ponto de vista do consumidor, uma das vantagens é que permite o acesso imediato à informação (não sendo necessário fazer o download do conteúdo como ocorre com os apps), através de qualquer motor de busca, e pode ainda ser combinado com funcionalidades móveis específicas como o click-to-call ou o mapeamento com base na localização (location-based mapping).

Este tipo de páginas está também acessível em qualquer tipo de dispositivo móvel (seja num BlackBerry ou iPhone, por exemplo), enquanto que os apps são desenvolvidos especificamente para determinados dispositivos. Para além disso, as URLs de sites móveis integram-se facilmente dentro de outras tecnologias móveis, como sms e QR Codes.

A flexibilidade em actualizar o conteúdo ou design é outra vantagem que esta opção oferece, já que para actualizar um app é necessário que as actualizações sejam enviadas para os utilizadores, e que por sua vez estes façam o respectivo download.

Os websites móveis são ainda facilmente partilhados ou divulgados (por exemplo, via e-mail, sms ou pelas redes sociais online) entre os utilizadores através de um simples link.

Finalmente, se vai optar por construir um website móvel, tenha em conta os conhecidos problemas que o programa Flash tem dado com alguns telemóveis como por exemplo o iPhone.


appsApps (aplicações móveis)
:

Alguns dos pontos fortes dos apps consistem no facto de poderem ser visualmente mais ricos do que as páginas web móveis e, como já foram baixados, nem sempre requerem acesso à Internet. Um app constitui ainda uma opção acertada quando pretende apostar na interactividade (como no caso dos jogos), ou quando é esperado um uso regular ou personalizado (como acontece com o EverNote).

Porém, desenvolver um app poderá ser mais caro do que um website móvel, devido aos custos relacionados com os upgrades, testes, problemas de compatibilidade e o próprio desenvolvimento.

A outra desvantagem relaciona-se com a necessidade de previamente ser capaz de convencer o seu público-alvo a fazer o download da aplicação e depois convencê-lo a usar, preferencialmente de forma frequente.

Para além disso, importa lembrar que a média de vida útil de um aplicativo é curta, menos de 30 dias de acordo com alguns estudos, a menos que o seu app seja verdadeiramente original e/ou útil (preferivelmente, ambos).

Para concluir, outra vantagem que os apps trazem para o seu negócio consiste na capacidade de dar aos seus clientes ou consumidores experiências novas e, quando bem executados, memoráveis. Eis alguns exemplos bem sucedidos:

Como em qualquer outro projecto o principal objectivo é obter rentabilidade e, consequentemente, evitar custos desnecessários. Nesse sentido, não vale a pena fazer um app se acha que consegue obter o mesmo resultado com um web móvel. Contudo, se a sua intenção é destacar-se da concorrência a nível sensorial, aposte em experiências novas que poderão mais facilmente contribuir para o passa-palavra do que um simples site.

Até pode acontecer optar por adoptar ambos os canais, mas de um modo geral um web site móvel deve ser considerado como o primeiro passo no desenvolvimento de uma presença móvel, enquanto que um app é idóneo para um propósito específico.

Em suma, a decisão passa por perceber antecipadamente em que posição está e onde quer estar, isto é, quais são os seus objectivos.

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Conversas com… Inesting

Neste post Francesco Berrettini, Director-Geral da agência de marketing digital Inesting, partilha connosco a sua visão sobre o estado actual e futuro do mobile marketing. Uma área em clara ascensão e com um futuro promissor, se tivermos em conta o crescente uso de smartphones e tablets tanto em Portugal, como no exterior.

Boa leitura!

1-Quais são para si as grandes vantagens do mobile marketing? 

O canal Mobile apresenta diversas vantagens face aos outros canais, nomeadamente a proximidade ao utilizador, pois está sempre presente na vida quotidiana, sendo que a maioria da população tem mais de um aparelho e estão com o aparelho ligado durante 24 horas; a eficácia de abertura das SMS, uma vez que acabam sempre por ser lidas pelo seu destinatário; as possibilidades de interacção; o baixo custo por contacto; entre outras.

Estes são factores determinantes para a escolha do canal pelas marcas. A elevada penetração que o mobile tem tido, potenciada principalmente nos últimos anos pela convergência de outros canais neste. O Mobile é hoje muito mais do que simples comunicação telefónica e mensagens de texto. Hoje é possível receber email e consultar um website com um terminal móvel. Deste modo, são várias as ferramentas à disposição dos Marketeers para além da Voz e SMS, temos MMS, Bluetooth, Mobile Advertisement, entre outras.

O terminal mobile está a crescer enquanto meio de acesso à internet e o volume de pesquisas online via mobile em países como Inglaterra já ultrapassa os 40%. Segundo estudo realizado pela Emarketer, graças a esta nova realidade a Google afirma que mais de 50% das suas receitas com publicidade surgiram do canal mobile.

Mas não são só os novos meios disponibilizados pelo mobile que garantem o seu sucesso. Mesmo anunciado o fim do sms enquanto ferramenta de Marketing Digital directo, este apresentou um decréscimo nos últimos anos muito inferior ao esperado, pois alguns sectores de actividade não abdicam de comunicar regularmente para as suas bases de dados.

Por último, as possibilidades tecnológicas de poder medir resultados e formas mais avançadas de segmentação, como o geo-targeting por exemplo constituem um factor de escolha de peso.

2- Que visão tem em relação à forma como este tipo de marketing é usado hoje em dia em Portugal? 

A nível europeu, Portugal encontra-se nos primeiros países em termos de penetração mobile, mas na cauda em termos de gasto por utilizador.

Segundo o Relatório Serviços móveis do 2º Trimestre de 2012 levado a cabo pela ANACOM, a taxa de penetração dos serviços móveis é de 156 %, sendo que 42 % dos telemóveis vendidos em Portugal são smartphones, segundo os dados revelados pela IDC European Mobile Phone Tracker, o que facilita a comunicação via internet.

Verifica-se no primeiro semestre de 2012 uma redução no crescimento na venda de smartphones, no entanto, esta quebra não se revela tão acentuada comparando com os demais sectores, diz a Tek, publicação do SAPO dedicada a tecnologia.

As marcas estão a despertar o interesse para a sua presença neste canal de convergência. No entanto raras são as que dispõem de uma estratégia de marketing adequada ou mesmo convergente neste canal.

Por outro lado, surgem algumas limitações em termos de sofisticação e consequentemente criatividade na abordagem junto dos consumidores.

Comparando o nosso país, com outros mercados como Inglaterra ou EUA, a dimensão do nosso mercado tem um retorno do investimento de aplicações mobile mais reduzido que noutro países, por parte de muitas marcas.

3 – Conhece alguma campanha mobile marketing que possa servir de referência?

A Inesting tem alguns cases studies de campanhas mobile marketing que seriam interessantes revelar.

Contudo considero pertinente o caso da William Lawson’s em que foi dinamizado um passatempo mobile, através do serviço Reply100 desenvolvido pela Inesting.

Outro case study de mobile marketing que considero de referência é o case da Staples, cliente Direct100, uma plataforma de envio de SMS desenvolvida pela Inesting.

4- Como prevê o futuro do mobile marketing dentro de cinco anos? 

A convergência do web marketing e mobile indica que não fará muito sentido a distinção entre estes. Grande parte da população mundial já utiliza o telemóvel como um meio de navegar na Internet, receber e enviar e-mails, usar as redes sociais e, vários indicadores e especialistas, indicam que a partir de 2014 o acesso à internet será maioritariamente realizado por telemóveis e o principal ponto de contacto com os clientes e potenciais clientes passará a ser para o dispositivo móvel.

O crescimento de sites mobile seguirá esta tendência, impera a mudança de navegação com “mouse” para o “touch”.

Há um forte crescimento na publicidade mobile impulsionado pelo aumento das pesquisas web feitas via mobile. Para 2015, estima-se um crescimento de 25% para o mercado Global.

O desenvolvimento tecnológico, velocidades de conexão mais rápida e mais acessível permitirão aos consumidores maior consumo e variedade de informação que irá proporcionar mais formatos de anúncios e oportunidades para interacção.

A Cisco, uma das maiores fabricantes mundiais de equipamentos de rede, estima ainda que em 2016 existam cerca de 1,4 dispositivos com ligações móveis para cada habitante. Parece que os aparelhos móveis vão ultrapassar a massa humana no planeta.

A eficácia dos anúncios mobile

De acordo com um estudo recente da Prosper Mobile Insights, aproximadamente 3 em 4 utilizadores mobiles (74,0%) prestam atenção aos anúncios enquanto que navegam na Web através do telemóvel, de forma regular (35,3%) ou ocasional (38,7%). Porém, a atenção diminui aquando do download de apps ou música, durante as compras ou jogo jogos.

Para além disso, 59.5% dos entrevistados que usam smartphone ou tablets dizem que regularmente (26,9%) ou ocasionalmente (32,6%) prestam atenção aos anúncios que vêem enquanto visitam as redes sociais com os seus dispositivos.

Finalmente, os homens estão mais propensos a prestar atenção aos anúncios e consequentemente a serem influenciados por eles do que as mulheres. Não obstante, é o grupo das mulheres (51% em comparação com os 40,1% do grupo masculino) que se revela pouco interessado em pagar para aceder a sites social media sem anúncios.

Fonte: http://www.marketingprofs.com/charts/2012/8139/do-mobile-users-pay-attention-to-mobile-ads?goback=%2Egde_65139_member_124357045

Conversas com…Ogilvy

Recentemente tive a oportunidade de entrevistar Eurico Nobre, General Manager da Ogilvy One, sobre o estado do mercado do marketing digital e ainda sobre a 3ª edição do seminário Verge, a realizar já no dia 6 de Junho, em Lisboa.

Vale a pena ler a entrevista:

Eurico Nobre, General Manager da Ogilvy One

– Em que ponto está o mercado do marketing digital em Portugal? Já atingiu a maturidade ou está ainda longe do que se faz nos outros mercados?

O digital, num sentido abrangente, é hoje parte integrante da maioria dos planos e estratégias de marketing em Portugal. Esse é um importante sinal de maturidade. Contudo a abordagem, de uma forma genérica, ainda tende a ser muito táctica. São poucas as organizações que deram o passo no sentido de daí realmente extrair valor, seja por via da activação da marca, do serviço ao cliente, da co-criação ou outros. Até porque isso obrigaria nalguns casos a repensar a própria organização, não apenas o marketing. É esse o estágio em que estão mercados mais avançados, de que são exemplos Burberry, Uniqlo ou Best Buy. Além disso, vivemos num país muito orientado para a televisão, o que se justifica pelo relativamente baixo preço de acesso, em termos absolutos e comparativos com outras alternativas, mas também pressionado pelo enquadramento económico, o que motiva activações focadas sobretudo no curto prazo.

– O número de empresas a usarem as redes sociais como parte da sua estratégia de marketing cresceu muito em Portugal nos últimos anos. Quando se trata de apresentar resultados, qual a metodologia da Ogilvy?

Não existem métricas perfeitas e, menos ainda, universais. Importa por isso observar os objectivos a atingir: chegar a 100.000 likes significa rigorosamente nada se o pretendido for conseguir a marcação de 1.000 test drives.

Assim, os consultores social@Ogilvy normalmente analisam e combinam três indicadores: “reach and positioning”, que mede o alcance obtido; “preference”, que avalia o sentimento e tom das conversas geradas; e, finalmente, “action” ou as leads e vendas geradas.

– A Ogilvy organiza um dos seminários de marketing digital mais importantes a nível nacional, o Verge. O que podemos esperar desta edição quando comparada com as dos anos anteriores?

A edição deste é totalmente orientada para a acção. O tempo é de fazer e o que queremos, como se refere na apresentação do evento, é motivar quem vai assistir a passar da teoria às melhores práticas, nomeadamente observando alguns dos melhores exemplos. As edições anteriores, de 2008 e 2010, tiveram um objectivo de evangelizar para os desafios e importâncias da Era Digital.

– Quais são os oradores confirmados e qual o critério de escolha?

O Verge este ano vai dedicar-se a quatro temas principais: organização (ou como as empresas se devem repensar para tirar o máximo proveito da era digital), mobile (que mudou e está a mudar no mundo, importando responder aos novos hábitos dos consumidores tirando partido de conceitos como o SoPhoLoMo), brand entertainment (ou a criação de conteúdos enquanto território das marcas) e Social CRM (ou como usar a dimensão social enquanto ferramenta de vendas e o consumidor enquanto extensão da marca). Sempre numa perspectiva muito prática e uma abordagem muito pragmática. Os oradores confirmados são alguns dos maiores especialistas globais nas diferentes áreas: John Bell, Global Managing Director, Social @ Ogilvy; Pete BlackShaw, Global Head of Digital & Social Media, Nestlé; Stephen Yap, Group Director, TNS; Nuno Santos, Head of Mobile, Ogilvy Paris; Jeremy Brook, Global Digital Strategy and Marketing, Heineken; Jiri Voves, Partner, Socialbakers; Rob Davies, Executive Director – Advanced Video Practice, OgilvyOne New York e Christophe Muller , Director, Partnerships SEEMEA, You Tube.

Ofertas pelo Facebook

Atenção empresas, o Facebook lançou um novo serviço que permite a divulgação de ofertas (entenda-se, cupões de desconto) através das vossas páginas Facebook de forma simples e grátis. Infelizmente, este serviço só está disponível em determinados países, excluindo, por exemplo, Portugal.

Para aceder à promoção, o(a) interessado(a) terá que:

  1. Clicar em “Obter oferta” para ver os detalhes e ler os termos e condições;
  2. Clicar em “Reclamar oferta” para que a mesma seja enviada para o respectivo endereço de e-mail;
  3. Levar o e-mail da oferta (ou o smartphone com a informação necessária) para poder usufruir do desconto no local indicado.

Dêem uma espreitadela neste vídeo que exemplifica o processo:

Para mais informações, visitem o site: http://www.facebook.com/help/offers

E para pagar, aqui está o telemóvel!

Imagine que vai tomar café e quando pede a conta percebe que se esqueceu da carteira. Vai daí que tira o telemóvel (entenda-se, smartphone) do bolso e usa-o para pagar, tal como se fosse um cartão multibanco ou de crédito.

Não se trata de ficção cientifica, mas de realidade. E quem sabe, brevemente poderá fazer parte dos seus hábitos, já que segundo um estudo da compete, uma vez que os consumidores começam a usar estes dispositivos para pagar, dificilmente deixam de o fazer.

A título de exemplo, dêem uma olhadela no vídeo que se segue e que explica como este tipo de sistema de pagamento é já possível nas lojas Starbucks:

Claro está que antes de este sistema se popularizar, alguns factores, tais como a segurança nos pagamentos, evitando qualquer tipo de fraudes, a simplicidade e a rapidez do processo devem ser rigorosamente analisados.

O certo é que presentemente os telemóveis deixaram de ser unicamente canais de comunicação, para serem também, entre outras funcionalidades, formas de pagamento, com a ambição de um dia substituírem os cartões bancários. Uma situação que, combinada com a geolocalização e com uma publicidade personalizada poderá trazer resultados interessantes.

Assim de repente, não vos lembra a famosa foto de Magritte “Ceci n’est pas une pipe“?

A criatividade e o m-marketing

Semana passada estive na Technology For Marketing & Advertising 2012 e gostava de partilhar convosco um vídeo que vi por lá:

Para comemorar a Fashion’s Night Out, NET-A-PORTER criou uma loja pop-up onde os visitantes podem fazer compras e ganhar prémios ao usar um aplicativo criado especialmente para o Smartphone ou iPad2.

Está claro que o sucesso de uma iniciativa deste tipo, embora interactiva e original, depende do grau de implementação das novas tecnologias na população-alvo. Nos EUA, por exemplo, quase metade dos adultos americanos possuem smartphones. Em Portugal, o total de utilizadores ronda os 358 mil utilizadores, segundo o Barómetro de Telecomunicações da Marktest. Ainda assim, os números representam o dobro da taxa de penetração destes aparelhos relativamente ao último ano.

Pode ser que esteja para breve uma acção daquele tipo nas ruas portuguesas! 🙂