SEO ou PPC: o que é mais eficaz?

Para poder responder com precisão à questão “qual é mais eficaz?”, se o search engine optimization (SEO) ou o pay per click (PPC), primeiro é necessário conhecer quais os objectivos/necessidades da empresa em análise, já que ambas as técnicas têm vantagens e desvantagens.

Com o PPC, uma empresa consegue exibir o seu anúncio na secção de resultados patrocinados na página de um motor de busca. Cada vez que o anúncio recebe um clique, que é direccionado para a página Web da empresa publicitada, esta última paga um fee. O PPC é ideal quando se pretende aumentar os níveis de tráfego num curto espaço de tempo e se está disposto a pagar por esses resultados. Além disso, trata-se de uma técnica flexível, que permite ser facilmente actualizada ou modificada.

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Página no Facebook ou uma página Web?

Ter um espaço na página do Facebook ou uma página Web (ou website) serve diferentes propósitos, pelo que perguntar qual tem mais impacto no webmarketing é uma pergunta de difícil resposta. Senão vejamos. Se uma empresa pretende usar a Web como plataforma comercial para efectuar compras e vendas dos seus produtos/serviços, então a página Web é indiscutivelmente essencial. Se por outro lado, a empresa detém uma quota de mercado confortável/competitiva, ter uma página no Facebook poderá ser encarado como um serviço pós-venda, uma forma de atribuir valor acrescentado à marca e de se destacar do resto da concorrência, por meio de relações de proximidade com o consumidor/cliente.

Na minha perspectiva, a página Web é nos dias de hoje imprescindível, já que serve para diferentes públicos (business to consumer, B2C, e business to business, B2B). Depois, é mais informativa do que uma página no Facebook e permite o controlo do que é publicado. Finalmente, nem toda as pessoas têm uma conta no Facebook, limitando desde logo a amplitude do seu público-alvo. Pode dizer-se que a página no Facebook poderá ajudar no aumento dos níveis de conhecimento da marca (awareness) através do passa-palavra. Contudo, esse primeiro contacto deve remeter depois para uma ferramenta de comunicação mais informativa, como uma página Web. Assim sendo, parece-me que as empresas ou organizações devem primeiro focar-se em conseguir uma página Web completa, simples e bem estruturada, e só depois lançarem-se nas ferramentas do social media, como o Facebook.

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Confiança e social media

Não há outra palavra mais importante do que confiança quando se trata de fazer negócios. Ela é a base de todas as relações positivas, especialmente num mundo cada vez mais social. Sem confiança não há campanha, nem criatividade, capaz de o ajudar a alcançar os resultados desejados.

A particularidade do tema da confiança é que nem sempre os julgamentos feitos pelo seu público são os mais justos, já que, com pouca ou muita informação, tendemos a construir julgamentos sobre outras pessoas ou marcas. Por exemplo, a psicologia social mostra-nos que quando avaliamos os nossos próprios erros tendemos a culpar a situação (o trânsito, um problema no trabalho, um colega arrogante, uma noite mal dormida, etc.). Por outro lado, quando os outros cometem um erro, a culpa costuma residir na sua personalidade (porque é incompetente, egoísta, negligente, etc). Uma das possíveis razões para esta atitude consiste no facto de muitas vezes desconhecermos as razões que estão por detrás das acções das outras pessoas.

Construir confiança não sucede de um dia para o outro. Mesmo que a sua marca seja credível no mundo offline, é importante não esquecer que essa confiança nem sempre passa para o mundo online, onde não dispomos da vantagem de usar a comunicação não-verbal para reforçar ou complementar as nossas mensagens.

Por isso, eis algumas observações e dicas a ter em conta:

– Seja verdadeiro e transparente – mais depressa se apanha um mentiroso, do que um cocho.

– Ouça o que os seus consumidores ou clientes têm a dizer das suas decisões/acções e, se for o caso, seja o primeiro a reconhecer os seus erros.

– Não abuse da confiança que o consumidor lhe dá. Opt-in e opt-out são regras básicas em qualquer estratégia de email marketing.

– Ser o primeiro ou ser uma autoridade num determinado tema ajuda a obter maior atenção, mas não dá necessáriamente credibilidade e confiança. Esta consegue-se com trabalho e constância.

– Quando comunica com o seu target seja menos egocêntrico, que é como quem diz, não se foque unicamente na sua empresa, nos seus serviços ou produtos e no seu valor. Dê algo mais ao seu público, como conteúdo divertido, que entretenha.

– Aquando da construção da politica de privacidade tenha em conta os seus interesses e os do seu público.

– Mostre ao seu público que se preocupa também com ele e com os outros – responsabilidade social é a palavra-chave.

– Para estabelecer uma relação de confiança, recorrer ao vídeo poderá ser uma opção  idónea. Quanto mais informação um meio poder transmitir, mais completa estará a mensagem e maior o número de informação que o receptor obterá para poder avaliar o grau de confiança que irá depositar.

Deixo-vos um exemplo. Em 2009, o presidente da Domino’s Pizza, Patrick Doyle, por duas vezes teve que se dirigir aos seus consumidores via vídeo. Uma vez para pedir desculpas por uma brincadeira de um empregado, e outra para prometer fazer a mais saborosa pizza.

Reparem como os níveis de confiança reagem ao pedido de desculpas de Doyle (ver vídeo que se segue):

Sobre como compra o consumidor de 2012

Recentemente deu-se mais um Black Friday nos Estados Unidos da América. Para quem desconhece, Black Friday é o nome dado ao dia seguinte ao Dia de Ação de Graças (Thanksgiving) nos Estados Unidos, muitas vezes considerado como o início da temporada de compras de Natal, sendo marcado por grandes descontos promovidos pelos vendedores, à semelhança do que acontece com o  Boxing Day em muitas das nações pertencentes ao Commonwealth.

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Embora não seja um feriado, por ocorrer entre o dia de Thanksgiving e o fim-de-semana, é comum as escolas e algumas empresas estarem fechadas, aumentando o número de potenciais compradores. E os números falam por si: desde 2005 que é considerado o dia mais movimentado do ano.

A razão porque trago esta história é porque o Black Friday de este ano dá-nos interessantes inputs sobre como as tendências de consumo paulatinamente revelam algumas mudanças que podem ser traduzidas em futuras tendências.

Para começar, as vendas online durante o Thanksgiving aumentaram 17,4% (este ano o Black Friday começou um dia mais cedo), e durante o tradicional dia de Black Friday aumentaram 20,7% em relação ao ano anterior. Um facto que confirma o que já é antecipado, isto é que à medida que os consumidores experimentam o comércio online, vão-se rendendo aos seus benefícios.

As compras mobile chegaram e muito possivelmente vieram para ficar. 24% dos consumidores utilizaram dispositivos móveis para visitar os sites dos vendedores (em 2011 apenas 14,3% o fizeram) e as vendas mobile aumentaram de 9,8% em 2011 para 16% este ano.

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O iPad também deu nas vistas este ano. Não só representou quase 10% das vendas online, como gerou maior tráfico do que qualquer outro tablet ou smartphone. Uma posição seguida pelo iPhone (8,7%), Android (5,5%). No que se refere a tablets, 88,3% do tráfico deveu-se ao iPad, 3,1% ao Barnes and Noble Nook, 2,4% ao Amazon Kindle e 1,8 ao Samsung Galaxy. De um modo geral, 58% dos consumidores usaram smartphones e 41% tablets para encontrar melhores ofertas.

Não é de surpreender que, com o acesso à informação ainda mais facilitado, as decisões de compra tenham sido mais racionais. Muito embora tenha-se verificado um aumento das vendas, os consumidores souberam tirar partido das oportunidades (como os descontos e free shipping), o que se traduziu numa queda no valor médio de pedidos de 4,7%. Isto é, os consumidores optaram por comprar mais frequentemente e menos quantidades em relação ao ano anterior (o número médio de itens por compra decresceu de 12% a 5,6%).

Quanto ao poder de influência nas compras da parte das redes sociais online, como o Facebook, Twitter, LinkedIn e YouTube, este decresceu 35% em comparação com 2011, gerando 0,34% de todas as vendas online durante o Black Friday.

Por fim, é importante não descurar que estes dados não devem ser extrapolados cegamente para qualquer outra realidade comercial, sendo imprescindível analisar e comparar o contexto sócio-económico e o grau de implementação dos novos media em cada caso. Por exemplo, não acredito que em Portugal os dados apresentados pudessem ser replicados por exemplo este ano. Porém estou convencida de que, no que toca a mudança de comportamento de compra, é apenas uma questão de tempo.

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O regresso do marketing de influência

“Return On Influence: The Revolutionary Power of Klout, Social Scoring, and Influence Marketing”, de Mark Schaefer é o livro que sugiro este mês.

A “influência” tem sido um dos aspectos mais estudados nas áreas da política, marketing, sociologia, psicologia e, ainda assim, segundo o autor, ainda não foi totalmente medida estatisticamente. Pelo menos, até agora.

O simples acto de criar conteúdo nos blogs, Facebook e Twitter consiste numa acção. Ter um link clicado, ou uma mensagem twittada, é um efeito. Isto significa que actualmente existem variáveis que podem ser medidas neste campo.

No mundo online, a capacidade de mover uma ideia ou opinião através de uma rede social online envolvida cria influência (aqui o conceito de rede social online deve ser percebido como fenómeno), na medida em que ao medir o conteúdo que circula através desse sistema, será possível quantificar uma parte do processo de influência.

De acordo com Mark Schaefer, “pela primeira vez as pequenas e grandes empresas poderão identificar os influenciadores  apaixonados, entrar em contacto com eles e torná-los em embaixadores da marca”.

Cria-se assim um novo canal de marketing que complementa os métodos tradicionais. Um método que já provou ser rentável, ao demonstrar que o custo por impressão é tão bom, ou melhor, do que a publicidade paga, além de ser orgânico, visto vez que é criado por pessoas que já gostavam e seguiam as marcas.

Mark W. Schaefer (@markwschaefer ) é um educador globalmente-reconhecido, palestrante, consultor de empresas, autor e blogger, tendo sido nomeado pela revista Forbes como um dos 50 melhores de mídia social “Power Influencers”. O seu blog http://www.businessesGROW.com consta na lista dos AdAge Top 100 blogs de marketing do mundo. Mark trabalhou em global sales, PR e marketing durante quase 30 anos, sendo que agora presta serviços de consultoria como Director Executivo da empresa norte-americana Schaefer Marketing Solutions.

Como lemos o conteúdo na internet?

Com o intuito de conhecer os hábitos de leitura dos cibernautas, Jakob Nielsen, pioneiro no campo da usabilidade, conduziu um estudo aplicando tecnologia eye tracking a 232 participantes. Os resultados revelaram um padrão de comportamento visual em forma de F (duas linhas horizontais e uma linha vertical).

Fonte: Alertbox
Um estudo semelhante, realizado pelo Enquiro Did-it com a colaboração da empresa de eye-tracking Eyetools, obteve um padrão semelhante quando avaliaram os hábitos de visualização aplicados ao conhecido motor de busca Google. Esse padrão foi apelidado de “Triângulo Dourado do Google”, visto que a concentração de olhares concentrava-se no lado superior, à esquerda, estando em consonância com o padrão formato-F obtido nos estudos independentes Nielsen.
Fonte: Clickr Media

Não é surpreendente que os dois primeiros parágrafos num website sejam os mais lidos. Afinal de contas, o jornalismo há já muito tem revelado sensibilidade ao modo como os leitores lêem a informação, ao aplicar a conhecida técnica da “pirâmide invertida” na construção de artigos noticiosos, colocando a informação mais importante, o resumo do que aconteceu, no primeiro parágrafo (conhecido como lead), com o intuito de captar a atenção do leitor e fornecer as informações fundamentais.

Porém, estes dados são especialmente úteis para os designers e web copywriters, já que confirma uma tendência de comportamento visual. As implicações são claras: ao “encaixarem” o conteúdo mais relevante nestas “secções de ouro da web”, podem aumentar as probabilidades de aquele ser notado pelo utilizador e consequentemente melhorar a sua eficácia.

Conversas com…Ogilvy

Recentemente tive a oportunidade de entrevistar Eurico Nobre, General Manager da Ogilvy One, sobre o estado do mercado do marketing digital e ainda sobre a 3ª edição do seminário Verge, a realizar já no dia 6 de Junho, em Lisboa.

Vale a pena ler a entrevista:

Eurico Nobre, General Manager da Ogilvy One

– Em que ponto está o mercado do marketing digital em Portugal? Já atingiu a maturidade ou está ainda longe do que se faz nos outros mercados?

O digital, num sentido abrangente, é hoje parte integrante da maioria dos planos e estratégias de marketing em Portugal. Esse é um importante sinal de maturidade. Contudo a abordagem, de uma forma genérica, ainda tende a ser muito táctica. São poucas as organizações que deram o passo no sentido de daí realmente extrair valor, seja por via da activação da marca, do serviço ao cliente, da co-criação ou outros. Até porque isso obrigaria nalguns casos a repensar a própria organização, não apenas o marketing. É esse o estágio em que estão mercados mais avançados, de que são exemplos Burberry, Uniqlo ou Best Buy. Além disso, vivemos num país muito orientado para a televisão, o que se justifica pelo relativamente baixo preço de acesso, em termos absolutos e comparativos com outras alternativas, mas também pressionado pelo enquadramento económico, o que motiva activações focadas sobretudo no curto prazo.

– O número de empresas a usarem as redes sociais como parte da sua estratégia de marketing cresceu muito em Portugal nos últimos anos. Quando se trata de apresentar resultados, qual a metodologia da Ogilvy?

Não existem métricas perfeitas e, menos ainda, universais. Importa por isso observar os objectivos a atingir: chegar a 100.000 likes significa rigorosamente nada se o pretendido for conseguir a marcação de 1.000 test drives.

Assim, os consultores social@Ogilvy normalmente analisam e combinam três indicadores: “reach and positioning”, que mede o alcance obtido; “preference”, que avalia o sentimento e tom das conversas geradas; e, finalmente, “action” ou as leads e vendas geradas.

– A Ogilvy organiza um dos seminários de marketing digital mais importantes a nível nacional, o Verge. O que podemos esperar desta edição quando comparada com as dos anos anteriores?

A edição deste é totalmente orientada para a acção. O tempo é de fazer e o que queremos, como se refere na apresentação do evento, é motivar quem vai assistir a passar da teoria às melhores práticas, nomeadamente observando alguns dos melhores exemplos. As edições anteriores, de 2008 e 2010, tiveram um objectivo de evangelizar para os desafios e importâncias da Era Digital.

– Quais são os oradores confirmados e qual o critério de escolha?

O Verge este ano vai dedicar-se a quatro temas principais: organização (ou como as empresas se devem repensar para tirar o máximo proveito da era digital), mobile (que mudou e está a mudar no mundo, importando responder aos novos hábitos dos consumidores tirando partido de conceitos como o SoPhoLoMo), brand entertainment (ou a criação de conteúdos enquanto território das marcas) e Social CRM (ou como usar a dimensão social enquanto ferramenta de vendas e o consumidor enquanto extensão da marca). Sempre numa perspectiva muito prática e uma abordagem muito pragmática. Os oradores confirmados são alguns dos maiores especialistas globais nas diferentes áreas: John Bell, Global Managing Director, Social @ Ogilvy; Pete BlackShaw, Global Head of Digital & Social Media, Nestlé; Stephen Yap, Group Director, TNS; Nuno Santos, Head of Mobile, Ogilvy Paris; Jeremy Brook, Global Digital Strategy and Marketing, Heineken; Jiri Voves, Partner, Socialbakers; Rob Davies, Executive Director – Advanced Video Practice, OgilvyOne New York e Christophe Muller , Director, Partnerships SEEMEA, You Tube.