“A face é o grande atlas da emoção humana”

É com o propósito de estudar cientificamente a face humana que o Laboratório de Expressão Facial da Emoção da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade fm1Fernando Pessoa lançou, a 2ª edição da Pós-Graduação em Expressão Facial da Emoção (PGEFE).

A PGEFE destina-se a todos os que se interessam por áreas como a saúde, a educação, a justiça e as organizações, pois a face está em todo o lado, é parte do corpo que mais se mostra durante a vida, explicou o Prof. Doutor Freitas-Magalhães, acrescentando que esta formação “é o resultado de décadas de investigação e pretende ir de encontro às necessidades da sociedade atual”, tendo a UFP já recebido inúmeros pedidos de inscrição, enfatizou o autor de “O Código de Ekman: o Cérebro, a Face e a Emoção”.

“Este curso funcionará à escala mundial, envolvendo as melhores universidades e os melhores investigadores na área, o que é, de facto, uma garantia de qualidade académica e científica”, caraterizou o Prof. Doutor Freitas-Magalhães, para quem “a formação integral de hoje passa pela difusão do conhecimento em rede internacional, porque só assim é possível formar com excelência quando esta é partilhada pelos melhores”.

As matérias a lecionar  passam pela Expressão Facial da Emoção: Estrutura Neuropsicofisiológica; O cérebro, a face e a emoção; A face e a cirurgia plástica: o botox e a emoção; A face e o poder psicossocial; A face, o cérebro e a consciência emocional; Síndromes faciais, emoção e empatia; A face ao microscópio: os vestígios emocionais; Psicopatia: o contributo da neurociência forense;  Microexpressões e as Macroexpressões; e as Implicações e Aplicações em Contextos Clínico, Forense, Educacional, Organizacional e Segurança.

Para o Prof.Doutor Freitas-Magalhães, esta Pós-Graduação é “uma formação imprescindível”para especialistas que farão parte da futura Agência Nacional de Avaliação da Expressão Facial da Emoção (ANAEFE), no âmbito da proposta apresentada pelo FEELab/UFP ao Ministério da Justiça que se encontra em fase de avaliação. A proposta aponta para que os interrogatórios e as inquirições policiais e judiciais sejam objeto de gravação em vídeo “para análise da expressão facial da emoção e utilização em sede de julgamento”, explicou o diretor do FEELab.

Recorde-se que o Prof. Doutor Freitas-Magalhães foi o único investigador de todas as universidades do mundo distinguido pela Enciclopédia Mundial do Comportamento Humano de Oxford pelo artigo científico “Facial Expression of Emotion” e recentemente editado pela Elsevier, a maior editora médica e científica do mundo.

O prazo de candidaturas termina na próxima sexta-feira, dia 27 de Setembro. Pode fazer a candidatura online aqui: http://candidaturas.ufp.pt.

A face é o grande atlas da emoção humana.

Prof. Doutor Freitas-Magalhães.

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Curiosidades sobre o passa-palavra

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Investigadores e profissionais têm há muito reconhecido o fenómeno do passa-palavra como uma das fontes de informação mais influentes desde o início da sociedade humana, sendo que as redes sociais representam uma componente importante para a ocorrência de passa-palavra, uma vez que ajudam a manter a circulação do fluxo de informação.
Eis algumas curiosidades a ter em conta aquando da implementação da sua campanha de buzz marketing:

– quando os consumidores estão satisfeitos com um produto/serviço, poderá ocorrer passa-palavra positivo. Por outro lado, quando as suas expectativas e percepções não foram alcançadas com sucesso, poderá ocorrer passa-palavra negativo.

– o passa-palavra negativo poderá estar associado à lealdade. Isto é, os clientes que se descrevem como clientes leais de uma marca estão significativamente menos propensos a emitir passa-palavra quando a sua satisfação é alta. Por outro lado, estão mais propensos a se envolverem em passa-palavra negativo quando estão insatisfeitos.

– a produção de passa-palavra poderá ser vista como uma forma de chamar a atenção e de mostrar conhecimento da parte do emissor.

– existe de uma relação positiva entre o passa-palavra e o volume de vendas: o passa-palavra altamente positivo pode conduzir a mais vendas, e o passa-palavra negativo pode conduzir a poucas vendas.

– o passa-palavra positivo é na sua natureza cognitivo/racional, muitas vezes associado à qualidade do serviço, sendo distribuído por altruísmo e auto-valorização. O passa-palavra negativo tende a ser emocional e a estar associado à insatisfação.

– o passa-palavra negativo tem uma influência mais forte nas avaliações de marca dos clientes e nas decisões de compra do que o passa-palavra positivo, enquanto que o passa-palavra positivo tem mais impacto sobre a disseminação de informações sobre a marca, produto ou serviço.

-os consumidores não atribuem considerações equitativas aos comentários positivos e negativos sobre produtos/serviços, uma vez que os objectivos de consumo influenciam as avaliações dos produtos analisados. Por exemplo, os consumidores que avaliam os produtos/serviços associados a objectivos de consumo de promoção (como software de edição de fotos) percepcionam os comentários positivos como sendo mais persuasivos do que os negativos. Por outro lado, os consumidores que avaliam produtos associados a objectivos de consumo de prevenção (como software anti-vírus) percepcionam os comentários negativos como sendo mais persuasivos do que os positivos.

– a predisposição para a ocorrência de passa-palavra varia de acordo com o tipo de produto. Nesse sentido, os consumidores não só estão mais propensos a produzir passa-palavra para os produtos que são relevantes para o auto-conceito (em comparação com os produtos utilitários), mas também estão mais propensos a exagerar os benefícios desses produtos, uma vez mais em comparação com os produtos utilitários. Isto porque o passa-palavra relativamente a produtos auto-relevantes serve como meio de auto-apresentação, enquanto que o passa-palavra sobre produtos utilitários não fornece os mesmos benefícios sociais.

– alguns investigadores acreditam que o poder explicativo do passa-palavra não provém da sua valência, mas do volume, e, apesar do volume e a valência terem efeitos sobre as vendas, essa influência é desigual.

– o passa-palavra geralmente envolve fontes de informação que os consumidores consideram ser mais credíveis do que as fontes comerciais. A explicação reside no facto de que as primeiras são percebidas como independentes, sem qualquer interesse em obter lucro com a partilha de informações. Razão pela qual o passa-palavra é sete vezes mais eficaz do que a publicidade quando se trata de influenciar os consumidores a trocar de marca.

– o passa-palavra tem maiores repercussões e produz maior elasticidade de resposta em comparação com as tradicionais formas de marketing. Isto é, o seu efeito dura mais tempo do que a publicidade.

Lurker versus maven

Estimados, por motivos de força maior (entenda-se, por motivos profissionais) tive que me ausentar durante uma temporada. De qualquer forma, aqui estou de volta.
Em jeito de rentrée, deixo-vos um texto sobre a diferença entre lurkers e mavens. Espero que vos seja útil!

O tipo de comportamento que cada indivíduo adopta dentro de uma rede social influencia as difusões de inovação. Ou seja, a dinâmica da informação depende do papel adoptado pela pessoa (ou nó): alguns podem ser mais activos e informar outros membros através da partilha de informações (tal como os mavens e os líderes de opinião), outros poderão ser os primeiros a adoptar novas práticas (como é o caso dos inovadores); enquanto que outros podem simplesmente observar (lurk), ou seja, não contribuir directamente para a discussão e partilha de informações (lurkers).

A longo dos anos a estes influenciadores diários têm sido atribuídas muitas designações e até mesmo definições, mas uma característica comum tem-se mantido: o seu poder de espalhar informação e de influenciar pessoas.

Uma dessas designações consiste nos mavens de mercado (ou peritos de mercado). A palavra “maven” vem do Yiddish e significa aquele que acumula conhecimento. Um maven é portanto um indivíduo que dispõe de informações sobre diferentes tipos de produtos, lugares para fazer compras, e outras características sobre o mercados, é capaz de iniciar discussões com consumidores e responder a pedidos de informações dos consumidores. Por essa razão, são simultaneamente fornecedores e inquiridores de informação.

Por outro lado, os “lurkers” são descritos pejorativamente como invisíveis, membros de comunidades online silenciosos, aqueles que não contribuem com a publicação de mensagens num grupo, publicadores infrequentes, ou mesmo aqueles que não têm publicado nos últimos 3 meses. Estes inactivos, periféricos, e (não consensualmente) participantes não-produtivos têm sido considerados por alguns como um problema para a comunidade, egoístas “free-riders”, e membros ilegítimos de uma comunidade.

Na última década diferentes resultados de investigações revelaram que em muitas comunidades online a maioria dos membros são lurkers. Segundo a teoria de Jakob Nielsen de “90-9-1”, 90% dos utilizadores são lurkers; 9% publicam posts, de tempos em tempos, e 1% participa e contribui.

Este facto torna claro que há limitadas evidências e limitada compreensão sobre a maioria dos membros da comunidade e sobre o valor que estes indivíduos podem fornecer (se algum), resultando num novo interesse sobre eles.

Graças aos estudos de Nonnecke (Nonnecke 2000, Nonnecke et al, 2006;. Nonnecke e Preece, 1999, 2000 , Nonnecke et al, 2004), as visões negativas começaram a ser substituidas por uma perspectiva positiva. Os lurkers passaram a ser vistos como tendo um comportamento desejável, uma vez que minimizam as perguntas repetitivas e a sobrecarga de mensagens, para serem aceites como membros da comunidade por membros activos, e para serem reconhecidos como capazes de aprender através do relato de experiências de outros. Se todos os lurkers delurked (termo usado quando um utilizador publicou ou participou pela primeira vez na comunidade), as comunidades na sua forma actual tornar-se-iam num caótico espaço de mensagens. Além disso, lurking consiste num processo altamente activo, metódico, e conduzido por objectivos, contribuindo para a satisfação de um conjunto de metas definidas pelo utilizador relacionadas com a inscrição no grupo online.

A falta de uma participação online visível não significa, necessariamente, que os lurkers assumem um papel passivo em relação às informações obtidas a partir de publicações dos restantes membros da comunidade em diferentes cenários e contextos. Por esse motivo, alguns investigadores usam a expressão de participante não-público/não-visível para melhor descrever este grupo, uma vez que há um grande número de canais de comunicação “bastidores”, que muitas vezes escapam à nossa análise. De facto, pouca ou nenhuma investigação se centrou no comportamento/interacções dos lurkers fora da comunidade, num ambiente online ou offline, e como poderá estar relacionado com a sua experiência online de lurking.

Conclui-se assim que nem todos os membros da rede social são igualmente influentes na difusão de informações ou de passa-palavra. Isto é alguns consumidores estão mais propensos do que outros a disseminar informações sobre um produto ou mercado, e, portanto, poderão ser mais valiosos para as empresas, ressaltando a importância de conhecer bem o nosso público-alvo.

Animal Social

O Homem é por natureza um animal social; um indivíduo que é naturalmente associaI e não de modo acidental ou está abaixo da nossa consideração ou é mais que um ser humano… A sociedade é algo por natureza que precede o indivíduo. Alguém que não possa ter a vida comum ou que seja tão auto-suficiente que não necessite de tal, e por isso não participe na sociedade, ou é uma besta ou um Deus.”

― Aristóteles, Politics

animal socialSeja qual for a sua função, se está relacionada com a comunicação de marketing, com o branding ou mesmo com as redes sociais online de uma forma específica, encontra na psicologia social uma área imprescindível capaz de lhe dar valiosos insights sobre como o Homem se comporta e se relaciona.

O livro “Animal Social” de Elliot Aronson é uma excelente introdução para a psicologia social, onde por meio de exemplos e de apresentação de resultados de investigações marcantes são expostas alguns padrões de comportamento humanos abrangendo diversos temas, tais como conformidade, terrorismo, política, relações raciais, publicidade e atracção interpessoal.

Elliot Aronson é psicólogo social e professor emérito da Universidade da Califórnia em Santa Cruz e Visiting Professor da Universidade de Stanford. Como investigador é conhecido pela área da influência social e persuasão, bem como pela invenção da sala de aula Jigsaw (uma estratégia para reduzir o preconceito em escolas públicas). Aronson destaca-se ainda por ser a única pessoa na história de 120 anos da Associação Americana de Psicologia a ter recebido os três maiores prémios: Distinguished Research, Distinguished Teaching e Distinguished Writing.

Ethos, Pathos e Logos

Quando o filósofo Aristóteles (384-322 a.C.) escreveu os três livros que compõem a “Retórica” possivelmente estaria longe de imaginar que passados vários séculos a sua obra continuaria actual e útil para quem procura persuadir o seu público-alvo por meio da retórica.

Segundo Aristóteles, existem três aspectos fundamentais na persuasão. São eles: ethos, pathos e logos.

Ethos refere-se às características do orador que podem influenciar o processo de persuasão, como a sua autoridade, honestidade e credibilidade em relação ao tema em análise. A capacidade de dialogar do orador e a sua apresentação também estão incluídas nas competências que poderão levar à persuasão.

Por sua vez, o Pathos refere-se ao apelo ao lado emocional do público-alvo. Por exemplo, quando o orador, que se apresenta como membro da audiência, apela às emoções desta última através de metáforas ou de manifestações físicas de emoções (como sorrisos ou lágrimas). Para isso, é imprescindível ter um conhecimento antecipado de como comover o público.

Finalmente, o Logos diz respeito ao conteúdo do discurso, ao uso da lógica. Isto é, à forma como a tese é apresentada (a clareza do discurso, o uso de técnicas como a repetição, a escolha minuciosa da ordem dos argumentos, o evitar ou uso hábil de falácias) e à força dos seus argumentos, diminuindo as hipóteses de refutação.

Previsivelmente, o ideal será combinar estas três componentes em qualquer processo de persuasão, de modo a que o Logos possa apoiar o Ethos do orador (e vice-versa) e que o Pathos ajude à aceitação dos argumentos racionais (o Logos).

Consumidores com voz

É já sabido que a emergência da Web 2.0 veio alterar o papel do comportamento do usuário, que passa de um receptor passivo para um receptor activo, dando-se a transição da era da produção para a era da colaboração. Uma mudança tão notável que a revista Time anunciou como “Pessoa do Ano” em 2006 “Você” (“You”).

Desde então proliferaram os websites com base no conteúdo gerado pelos usuários, como é o caso das redes sociais online. Outro exemplo de sucesso é o website ZAGAT.com que disponibiliza classificações/ratings de cerca de 30.000 restaurantes para cada ocasião oriundos de vários países (incluindo Portugal) feitos por qualquer pessoa. Neste website milhares de pessoas partilham as suas experiências e opiniões através de inquéritos, que depois de analisados dão origem a uma pontuação (de 0 a 30) disponível online e nos livros-guia Zagat.

26 – 30 Extraordinary to perfection
20 – 25 Very good to excellent
16 – 19 Good to very good
10 – 15 Fair to good
0 – 9 Poor to fair

Como se pode ver, não é só nas populares redes sociais como o Facebook ou o Twitter que o fenómeno passa-palavra é amplificado numa escala quase incomensurável, o que significa que a solução para garantir uma boa “review” não passa por controlar o que é dito na sua página de rede social, mas garantir boas experiências dignas de serem partilhadas.

SEO ou PPC: o que é mais eficaz?

Para poder responder com precisão à questão “qual é mais eficaz?”, se o search engine optimization (SEO) ou o pay per click (PPC), primeiro é necessário conhecer quais os objectivos/necessidades da empresa em análise, já que ambas as técnicas têm vantagens e desvantagens.

Com o PPC, uma empresa consegue exibir o seu anúncio na secção de resultados patrocinados na página de um motor de busca. Cada vez que o anúncio recebe um clique, que é direccionado para a página Web da empresa publicitada, esta última paga um fee. O PPC é ideal quando se pretende aumentar os níveis de tráfego num curto espaço de tempo e se está disposto a pagar por esses resultados. Além disso, trata-se de uma técnica flexível, que permite ser facilmente actualizada ou modificada.

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