SEO ou PPC: o que é mais eficaz?

Para poder responder com precisão à questão “qual é mais eficaz?”, se o search engine optimization (SEO) ou o pay per click (PPC), primeiro é necessário conhecer quais os objectivos/necessidades da empresa em análise, já que ambas as técnicas têm vantagens e desvantagens.

Com o PPC, uma empresa consegue exibir o seu anúncio na secção de resultados patrocinados na página de um motor de busca. Cada vez que o anúncio recebe um clique, que é direccionado para a página Web da empresa publicitada, esta última paga um fee. O PPC é ideal quando se pretende aumentar os níveis de tráfego num curto espaço de tempo e se está disposto a pagar por esses resultados. Além disso, trata-se de uma técnica flexível, que permite ser facilmente actualizada ou modificada.

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A influência feminina no Social Media

Num post anterior falámos sobre o facto de as redes sociais online serem cada vez mais usadas por um público majoritariamente feminino e em função desse facto foi sugerido que os gestores de comunicação e marketers deveriam dar especial atenção a este grupo no sentido de valorizar o seu potencial como propagador gratuito de mensagens comerciais (link do post aqui). Hoje trago os números que suportam essa sugestão:

womDe acordo com um estudo da empresa Keller Fay’s Talk Track, as mulheres falam 13% mais sobre marcas por semana do que os homens e estão mais propícias a comprar com base na informação recolhida no passa palavra (word of mouth), confirmando a credibilidade dada à informação obtida.

Quando questionados sobre quem dá as melhores recomendações, tanto os homens como as mulheres reconhecem que é o público feminino, reforçanco a importância deste grupo como fonte de informação no processo de tomada de decisão de compra.

influencia feminina no social media

Em relação aos hábitos de recolha de informação das mulheres, estas preferem recorrer aos blogs, em detrimento das redes sociais Facebook, Twitter e Pinterest, que são vistos como espaços de entretenimento (resultados divulgados pela BlogHer).

Tendo em conta estes resultados, não é descabido pensar que as mulheres devem ser percebidas como os embaixadores idóneos de uma marca e que por essa razão os gestores de comunicção e marketers devem encontrar formas de se relacionarem com este grupo por exemplo nas redes sociais online, preferencialmente através de conversas bidirecionais e menos através de métodos unidirecionais, como os anúncios publicitários.

Fonte: Grupo Keller Fay’s Talk Track, BlogHer e revista Forbes.

Esta na hora de medir a sua campanha social media

Este post vai para todos aqueles que se debatem com a pergunta, “E agora como avalio/ meço os resultados da minha campanha no social media?”, em especial ao Pedro que me pediu que recomendasse um livro sobre o tema.

Numa altura em que muitos abraçam as novas tendências e incluem o social media nas suas campanhas, poucos são os que o fazem com um plano concreto, isto é, com objectivos bem definidos e com uma metodologia pré-estabelecida para avaliar a eficácia das suas campanhas. E, já se sabe, o que não é avaliado, não é conhecido e consequentemente não poderá ser melhorado (se for o caso).

Por essa razão deixo-vos duas sugestões de livros que abordam a temática da avaliação de campanhas de marketing que usam o social media:

Social Media ROISocial Media ROI, de Olivier Blanchard, vai para além da sugestão de boas práticas na avaliação do ROI, incluindo propostas para a implementação e gestão de programas social media.

Usando uma linguagem clara e directa, Blanchard recorre a vários exemplos vindos de grandes empresas, como a Ford, que poderão guiar o trabalho daqueles que estão directamente relacionados com o social media.

Para mais informações, deixo-vos um depoimento do próprio autor:

O outro livro que recomendo intitula-se “Measure What Matters: Online Tools For Understanding Customers, Social Media, Engagement, and Key Relationships”, de Katie Paine.

Measure What MattersPara Paine tudo é mensurável, não lhe faltando ideias de como encontrar a informação de que necessita para tomar decissões, bem como vários exemplos bem sucedidos.

Measure What Matters baseia-se no “Inquérito de Relacionamento de Grunig”, e explica de forma simple, step-by-step, como medir a sua reputação no social media, a relação com o seu target, a sua influência e autoridade.

O “Inquérito de Relacionamento de Grunig” (download do inquérito aqui), da autoria de Linda Chilers Hon e de James E. Grunig, tem como finalidade fazer uma medição em forma de inquérito das relações nas Relações Públicas, abordando áreas como a confiança, satisfação, compromisso, entre outras.

Confiança e social media

Não há outra palavra mais importante do que confiança quando se trata de fazer negócios. Ela é a base de todas as relações positivas, especialmente num mundo cada vez mais social. Sem confiança não há campanha, nem criatividade, capaz de o ajudar a alcançar os resultados desejados.

A particularidade do tema da confiança é que nem sempre os julgamentos feitos pelo seu público são os mais justos, já que, com pouca ou muita informação, tendemos a construir julgamentos sobre outras pessoas ou marcas. Por exemplo, a psicologia social mostra-nos que quando avaliamos os nossos próprios erros tendemos a culpar a situação (o trânsito, um problema no trabalho, um colega arrogante, uma noite mal dormida, etc.). Por outro lado, quando os outros cometem um erro, a culpa costuma residir na sua personalidade (porque é incompetente, egoísta, negligente, etc). Uma das possíveis razões para esta atitude consiste no facto de muitas vezes desconhecermos as razões que estão por detrás das acções das outras pessoas.

Construir confiança não sucede de um dia para o outro. Mesmo que a sua marca seja credível no mundo offline, é importante não esquecer que essa confiança nem sempre passa para o mundo online, onde não dispomos da vantagem de usar a comunicação não-verbal para reforçar ou complementar as nossas mensagens.

Por isso, eis algumas observações e dicas a ter em conta:

– Seja verdadeiro e transparente – mais depressa se apanha um mentiroso, do que um cocho.

– Ouça o que os seus consumidores ou clientes têm a dizer das suas decisões/acções e, se for o caso, seja o primeiro a reconhecer os seus erros.

– Não abuse da confiança que o consumidor lhe dá. Opt-in e opt-out são regras básicas em qualquer estratégia de email marketing.

– Ser o primeiro ou ser uma autoridade num determinado tema ajuda a obter maior atenção, mas não dá necessáriamente credibilidade e confiança. Esta consegue-se com trabalho e constância.

– Quando comunica com o seu target seja menos egocêntrico, que é como quem diz, não se foque unicamente na sua empresa, nos seus serviços ou produtos e no seu valor. Dê algo mais ao seu público, como conteúdo divertido, que entretenha.

– Aquando da construção da politica de privacidade tenha em conta os seus interesses e os do seu público.

– Mostre ao seu público que se preocupa também com ele e com os outros – responsabilidade social é a palavra-chave.

– Para estabelecer uma relação de confiança, recorrer ao vídeo poderá ser uma opção  idónea. Quanto mais informação um meio poder transmitir, mais completa estará a mensagem e maior o número de informação que o receptor obterá para poder avaliar o grau de confiança que irá depositar.

Deixo-vos um exemplo. Em 2009, o presidente da Domino’s Pizza, Patrick Doyle, por duas vezes teve que se dirigir aos seus consumidores via vídeo. Uma vez para pedir desculpas por uma brincadeira de um empregado, e outra para prometer fazer a mais saborosa pizza.

Reparem como os níveis de confiança reagem ao pedido de desculpas de Doyle (ver vídeo que se segue):

Prémios Facebook

Já estão abertas as inscrições para a segunda edição do Facebook Studio Awards que visa distinguir as melhores campanhas em social media de 2012.

Os critérios de selecção são os seguintes:

  • A campanha tem um carácter social? As pessoas e as interacções sociais representam o cerne da ideia? A campanha motiva a partilha?
  • São usadas as potencialidades do site Facebook?
  • A campanha integra-se com outros meios de comunicação para além da página do Facebook?
  • A campanha é propicia a ser difundida? Torna-se fácil para as pessoas interagirem e partilharem o seu conteúdo?

O vencedor do ano anterior que levou o “Prémio Azul” foi a “Small Business Saturday 2011”, desenvolvida pela Digitas e Crispin Porter+Bugusky, para o cliente American Express.

Na referida campanha, a American Express (em parceria com a FedEx) enviou um vale de 25 dólares a todos os detentores do cartão que se registassem e gastassem pelo menos esse valor no comércio local durante o Small Business Saturday. Como resultado 103 milhões de americanos compraram no mencionado dia, incluindo o presidente Obama e suas filhas, e a comunidade alcançou um total de 2,7 milhões de fãs.

Além do prémio azul, foram atribuídos na altura outros nove prémios (ouros, pratas e bronzes). A presença portuguesa fez-se contar com três campanhas: o SWtmn Vens Ver ou Vens Viver” (da agência Live Content), o Ajuda Um Amigo da União Zooófila (da Strat) e o Staples Regresso às Aulas (da AdOn).

De “Yes we can” para “Forward”

Há já umas semanas que o slogan da segunda campanha do actual presidente norte-americano foi revelado, num vídeo de 7 minutos, que pretende realçar a ideia de que ainda há trabalho a fazer daqui para a frente: “Forward” (“para a frente”).

Como seria de esperar, este slogan ainda “fresquinho” já tem feito correr muita tinta (ou devo antes dizer, numa altura tão digital quanto a nossa, caracteres electrónicos), sendo acusado por alguns (como o jornal “The Washington Times”) de ter uma relação próxima com o Marxismo Europeu (lembremo-nos do “Avante”, nome do jornal oficial do Partido Comunista Português).

Vale a pena lembrar a primeira campanha presidencial do candidato, sob o slogan “Yes, we can”:

Numa breve análise numérica, a primeira campanha de Obama durou sensivelmente dois anos e resultou de um planeamento cuidadoso. Dirigindo-se a cerca de 73% da população total (o número de internautas nos EUA remota os 200 milhões), Obama não se limitou a produzir conteúdo para obter visibilidade (publicidade), dando especial atenção à interacção e participação. Os seus três objectivos-chave foram: envolver a audiência, dar “power to the people” e transmitir autenticidade. Foi assim que conseguiu mais de 400 mil posts no blog  MyBO e 39% de entradas para procurar material não apresentado pelos media (agendas, discursos, etc) – uma evidência clara do interesse em conhecer o candidato e possivelmente de fonte de informação para os jornalistas.

O que a campanha de Obama trouxe de novo para a vida política consistiu num novo modelo relacional entre o candidato e os eleitores que contribuiu para o granjear de uma participação activa e directa por parte dos últimos, usando para isso o poder das novas tecnologias. De facto, a combinação ideal dos novos meios de comunicação e os antigos foi decisiva. É importante não descurar que apesar do número de cibernautas crescer ano após ano nem todos os cidadãos estão presentes no mundo virtual ou participam nas redes sociais.

À semelhança do que aconteceu nas eleições presidenciais de 1960 disputadas por Kennedy e Nixon que ficaram marcadas pelo reconhecimento do poder da televisão na decisão de voto dos eleitores, também as eleições americanas de 2008 entre Obama e John McCain ficaram na memória como as primeiras campanhas que souberam usar o poder da internet, nomeadamente da Web 2.0. Não significa isto que tenham sido os primeiros candidatos a apostar na Internet. Pelo contrário, considera-se que a primeira campanha Web surgiu em 1992, quando a equipa do então candidato Bill Clinton colocou alguns excertos dos discursos e algumas notas bibliográficas num servidor primitivo situado na Universidade de Carolina do Norte – Chapel Hill. Tal sucedeu antes da adopção do HTML e do browser gráfico.

Deixo-vos o referido video da segunda campanha de Barack Obama:

Coca-Cola volta a fazer os trabalhos de casa

A recente campanha social media da Coca-Cola, promovida na Austrália em Outubro de 2011, tem ultimamente servido de exemplo para muitos marketers a nível internacional sobre como implementar uma campanha capaz de utilizar o contexto digital sem negligenciar a importância do mundo “offline”, de dar ao consumidor uma experiência única com a marca e simultaneamente personalizável.

Com o objectivo de ligar pessoas no mundo online e offline (“It is all about connecting people, mainly in the real world, but also digitally as well” refere a directora de marketing da Coca-Cola South Pacific, Lucie Austin ao jornal The Australian), a marca de bebidas mundialmente conhecida convidou os australianos a partilharem uma Coca-Cola com os seus amigos (lema da campanha: ‘Share a Coke with a Mate’). Para isso, informou-se sobre quais os 150 nomes mais populares e etnicamente representativos na Austrália e imprimiu-os nas suas latas e garrafas. Para além disso, os fans da marca na rede social Facebook têm ainda a possibilidade de criar os seus próprios anúncios Coca-Cola, utilizando imagens dos seus álbuns de fotos pessoais, passíveis de serem partilhados naquele site ou no YouTube, e de partilharem uma Coca-Cola virtual com amigos, estando habilitados a ganhar $50.000 que serão partilhados com amigos.

A campanha foi desenvolvida pela agência Ogilvy, Sydney, e a implementação digital foi entregue à Wunderman.

Facebook app da campanha “Share a Coke”, da Coca-Cola Australia: