A influência feminina no Social Media

Num post anterior falámos sobre o facto de as redes sociais online serem cada vez mais usadas por um público majoritariamente feminino e em função desse facto foi sugerido que os gestores de comunicação e marketers deveriam dar especial atenção a este grupo no sentido de valorizar o seu potencial como propagador gratuito de mensagens comerciais (link do post aqui). Hoje trago os números que suportam essa sugestão:

womDe acordo com um estudo da empresa Keller Fay’s Talk Track, as mulheres falam 13% mais sobre marcas por semana do que os homens e estão mais propícias a comprar com base na informação recolhida no passa palavra (word of mouth), confirmando a credibilidade dada à informação obtida.

Quando questionados sobre quem dá as melhores recomendações, tanto os homens como as mulheres reconhecem que é o público feminino, reforçanco a importância deste grupo como fonte de informação no processo de tomada de decisão de compra.

influencia feminina no social media

Em relação aos hábitos de recolha de informação das mulheres, estas preferem recorrer aos blogs, em detrimento das redes sociais Facebook, Twitter e Pinterest, que são vistos como espaços de entretenimento (resultados divulgados pela BlogHer).

Tendo em conta estes resultados, não é descabido pensar que as mulheres devem ser percebidas como os embaixadores idóneos de uma marca e que por essa razão os gestores de comunicção e marketers devem encontrar formas de se relacionarem com este grupo por exemplo nas redes sociais online, preferencialmente através de conversas bidirecionais e menos através de métodos unidirecionais, como os anúncios publicitários.

Fonte: Grupo Keller Fay’s Talk Track, BlogHer e revista Forbes.

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A eficácia dos anúncios mobile

De acordo com um estudo recente da Prosper Mobile Insights, aproximadamente 3 em 4 utilizadores mobiles (74,0%) prestam atenção aos anúncios enquanto que navegam na Web através do telemóvel, de forma regular (35,3%) ou ocasional (38,7%). Porém, a atenção diminui aquando do download de apps ou música, durante as compras ou jogo jogos.

Para além disso, 59.5% dos entrevistados que usam smartphone ou tablets dizem que regularmente (26,9%) ou ocasionalmente (32,6%) prestam atenção aos anúncios que vêem enquanto visitam as redes sociais com os seus dispositivos.

Finalmente, os homens estão mais propensos a prestar atenção aos anúncios e consequentemente a serem influenciados por eles do que as mulheres. Não obstante, é o grupo das mulheres (51% em comparação com os 40,1% do grupo masculino) que se revela pouco interessado em pagar para aceder a sites social media sem anúncios.

Fonte: http://www.marketingprofs.com/charts/2012/8139/do-mobile-users-pay-attention-to-mobile-ads?goback=%2Egde_65139_member_124357045

As redes sociais são cor-de-rosa

Historicamente, a Internet tem sido vista como um meio capaz de atrair um público essencialmente masculino, jovem, com altos níveis de educação. No entanto esta tendência já não retrata a realidade actual de forma completa.

De acordo com a investigadora Auren Hoffman (2008) o comportamento on-line feminino está mais focado nos relacionamentos do que o masculino. Por outras palavras, as mulheres gastam mais tempo nas redes sociais do que os homens (com a excepção da rede LinkedIn), ocupando-se com a construção de relações com os actuais e novos amigos, e por essa razão elas lideram no uso das redes sociais. Enquanto que os homens preferem passar o seu tempo com jogos, como World of Warcraft ou os jogos de poker.

 

Se tivermos em consideração que as mulheres tendem a gastar mais dinheiro e a falar mais sobre as suas compras com a sua rede de contactos do que os homens, será de esperar que estejam mais propicias a propagar mensagens positivas sobre as suas actividades e a fazer recomendações. Assim sendo, elas representam um grupo de consumidores apetecível para as marcas que visam o passa palavra de uma campanha, por exemplo. 

(Imagem da autoria do Hubspot)

Google Analytics está mais social

No seguimento do crescente interesse em mensurar os resultados das campanhas social media, podendo assim determinar a eficácia das redes sociais, a Google anunciou a criação de algumas ferramentas capazes de fornecer relatórios “social media”, incorporados no já existente site Google Analytics (para quem não conhece este serviço, recomendo a leitura deste post).

Eis os novos relatórios e respectivas funções:

– Relatório geral: permite perceber qual o valor de conversão que é criado a partir dos seus canais sociais, indicando quanto do valor total facturado provém do tráfego pelas redes sociais. Referências que levam a conversões imediatas são designadas como “Última Interacção de Conversão Social”. Caso aconteçam posteriormente, são denominado “Conversão Social Assistida”.

– Relatório de conversão: permite medir o valor de cada canal social, observando as taxas de conversão de cada rede social e o valor monetário que elas geram para o negócio.

– Relatório de fontes sociais: permite visualizar como se comportam os visitantes de origens diferentes, isto é, como interagem com o conteúdo.

Dentro do relatório de fontes existe ainda uma guia de “fluxo de actividades” que indica como os visitantes se relacionam com o seu conteúdo fora do seu site, através da Web social.

– Plugins sociais: estes novo plugins indicam quais os artigos mais partilhados ou recomendados e em que redes sociais tais comportamentos se manifestam mais.

Facebook em números

Depois de apresentar os números de 2012 relativos à rede social Twitter (neste post), faz todo o sentido apresentar agora os do Facebook.

Sabia que o tempo médio despendido nesta rede é de 20 minutos por visita, que 53% dos utilizadores são mulheres e ainda que diariamente são carregadas 250 milhões de fotos?

Se não sabia, aproveite para dar uma vista de olhos no infographic que se segue, desenvolvido pelo Infographic Labs.

Espelho meu, espelho meu, haverá alguém com mais seguidores do que eu?

Sabia que a rede social Twitter conta já com cerca de meio bilião de utilizadores? Que são enviados diariamente sensivelmente 175 milhões de Tweets? Que o perfil mais seguido é o da Lady Gaga, próxima de conseguir 20 milhões de seguidores? E ainda que 69 por cento dos utilizadores seguem outros com base nas recomendações dos seus amigos?

Se não sabia, dê uma espreitadela nos dados estatísticos referentes ao uso desta rede social, durante o presente ano, desenvolvidos pelo Infographic Labs. Vai ver que encontrará mais dados curiosos e possivelmente úteis:

(Source: Infographic LabsTwitter bird via Shutterstock.)

Da TV para a internet móvel

Segundo uma notícia adiantada pelo canal televisivo BBC, a TV está a ser substituída pelos dispositivos móveis com acesso à internet na faixa etária dos jovens.

O número de crianças com televisão no quarto está a cair, sendo que neste momento quase que iguala o número das que têm acesso à Internet, refere o inquérito anual da Childwise. 61% das crianças e jovens entre os 7 e os 16 anos de idade tem um telemóvel com acesso à Internet.

A directora da investigação, Rosemary Duff, considera que o crescimento da internet móvel é a mudança mais significativa na forma como as crianças utilizam a tecnologia. Contudo, salienta que a televisão não deve ser “morta” prematuramente, visto que ainda desempenha um papel importante nas vidas das crianças. Ainda que o uso da internet seja superior ao passado, o conteúdo pode muitas vezes estar relacionados com programas televisivos, por exemplo.

Os telemóveis e a internet ocupam em média cerca de uma hora e meia por dia -, mas a visualização de televisão, em média, ainda é de duas horas e meia.

Esta pesquisa foi baseada em entrevistas realizadas no Outono de 2011, a cerca de 2770 jovens ingleses com idades compreendidas entre os 5 e os 16 anos de idade.

Tal como qualquer outra pesquisa, importa ter em conta a influência cultural antes de se generalizar os seus resultados.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/news/education-16475278