Como o uso da Internet afecta a memória

O advento da Internet veio facilitar de forma inagualável o acesso à informação. De um modo geral, já não precisamos de fazer grandes esforços para encontrar o que procuramos, sejam nomes, direcções, datas, etc., quando temos connosco um dispositivo que nos pôe em contacto com a “rede das redes” e consequentemente ao conhecimento variado de forma simples. Basta fazer uma pesquisa no “Google” e em segundos podemos obter a resposta.

Quatro estudos realizados por cientistas de várias universidades (Daniel M. Wegner de Harvard, Jenny Liu da Universidade de Wisconsin, Madison, liderados por Betsy Sparrow, professora assistente de psicologia na Universidade de Columbia) demonstram que a memória humana está a adaptar-se às novas tecnologias.

O estudo revela que os participantes evitam memorizar uma informação quando sabem que a podem aceder no futuro via internet. Ao passo que se souberem que tal conhecimento é passageiro ou difícil de encontrar, então as probabilidades de o memorizarem serão maiores.

Outro resultado que surpreendeu os cientistas foi saber que à pergunta “existem países cuja bandeira apenas tem uma cor?” o pensamento imediato dos participantes foi pesquisar online.

A Internet tornou-se numa forma primária de memória externa ou transacional, onde a informação é armazenada colectivamente fora de nós mesmos. Um dado que nos remete para a memória transaccional, isto é, a noção de que contamos com a nossa família, amigos e colegas de trabalho, bem como material de referência para armazenar informações para nós.

Fontes: http://www.nytimes.com/2011/07/15/health/15memory.html?_r=2, http://www.sciencemag.org/content/early/2011/07/13/science.1207745#aff-2

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