Aposte na diferenciação!

De acordo com os resultados de um investigação da Millward Brown, as marcas com uma significativa característica diferenciadora são capazes de sustentar um price premium até 13% maior do que a restante concorrência.

Na verdade, esta é quase uma verdade “la Palice”. Marcas fortes e percebidas pelo seu target como únicas destacam-se inevitavelmente da concorrência, tendo mais probabilidades de obterem uma maior quota de mercado, com resultados nas vendas e nos lucros. Por outras palavras, um produto que não se distingue da concorrência tem  maiores possibilidades de passar despercebido e de, consequentemente, desaparecer do mercado.

Adicionalmente, as marcas, produtos ou mesmo serviços diferenciadores são mais facilmente recordadas na altura da decisão de compra, e quando satisfazem as necessidades do target através dos seus recursos tangíveis ou intangíveis conseguem alcançar lealdade e passa-palavra.

A diferenciação implica portanto um conhecimento prévio do que é oferecido pela concorrência e das necessidades do cliente/consumidor. Adicionalmente, há que ter claro que uma diferenciação sem benefícios (para ambas as partes) poderá não ser a melhor receita, assim como uma campanha de marketing que não dê a conhecer eficazmente as características do produto poderá resultar num falhanço.

Nesse sentido, o marketing torna-se imprescindível na definição da estratégia empresarial mais correcta, isto é na escolha de um processo de distinção de um produto ou serviço.

A diferenciação poderá estar focada nos atributos do produto/serviço; poderá ser feita através do processo de produção ou ainda na escolha do posicionamento; na especialização ou na liderança (como sendo a primeira marca a “abrir” o mercado).

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O maravilhoso mundo das comunidades de marca

As comunidades online baseadas numa marca representam redes de pessoas cujas interacções online baseiam-se num entusiasmo partilhado e no conhecimento sobre uma marca. Desta forma, os membros da comunidade não precisam de pertencer à mesma rede social ou de ter laços sociais entre eles, estando ligados pela sua necessidade de partilha ou de aquisição de informações sobre um determinado produto/serviço, tais como conselhos de compra, filiação com outros indivíduos da mesma opinião, ou para apresentar reclamações ou elogios.

Nestas comunidades virtuais, fluidas e flexíveis, onde os participantes (potenciais, actuais ou ex-consumidores) publicam, lêem e avaliam as contribuições individuais, os membros  reúnem-se regularmente e sentem-se parte de um grupo social mais amplo, numa rede entrelaçada de relações duradouras com outros membros, com os quais têm intercâmbios contínuos de recursos comummente valorizados.

Tal significa que é a comunidade que sustenta uma comunidade de marca e não a(s)  campanha(s) de marketing. Isto porque uma comunidade de marca é criada pelos consumidores, o que faz com que o conteúdo publicado não seja controlado pela marca.

As comunidades online são espaços ideais para a estimulação de relações de parceria com a marca, como relações de co-produção (para mais informações sobre este tópico visite o seguinte link) ou mesmo de estimulação de co-criatividade entre os consumidores, o que poderá resultar na criação de novos projectos. Nesse sentido, as comunidades de marca representam plataformas de diálogo entre a marca e os consumidores, sejam eles influenciadores ou não. Adicionalmente, estas comunidades são ainda fontes de informação gratuita e imediata, como por exemplo de inputs e feedback sobre novos produtos ou serviços, ou mesmo de actuais estratégias de marketing. Finalmente, e não descurando muitas outras vantagens, as comunidades online permitem identificar embaixadores de marca e estabelecer com eles relações de diálogo “one-to-one“.
brand loyalist

E puff..fez-se o Totes Amazeballs!

A expressão co-produção não é novidade, pelo menos para nós (para relembrar a sua importância, reveja este post), mas nos últimos dias tem dado que falar.

Tudo aconteceu quando Tim Burgess, vocalista da banda de rock britânica The Charlatans, twittou sobre uma ideia para um novo cereal. A reacção da empresa Kellogg’s foi imediata e criou o cereal apenas para Tim Burgess.

A empresa só produziu uma caixa de Totes Amazeballs, mas a cobertura mediática tem sido de valor inestimável em comparação com o custo de produção e segundo Manchester Evening News os pedidos via Twitter para a produção de mais caixas têm crescido.

Pois é, vale a pena ouvir o consumidor!

Consumidor, um co-produtor

Quem pensa que o consumidor dos dias de hoje é o mesmo que há uma década atrás está um pouco perdido.

Ser consumidor já não significa ser apenas aquele que consome, um receptor anónimo e passivo. O consumidor dos nossos dias deve ser visto como um parceiro, um colaborador que dá ideias para que o nosso produto/serviço responda melhor às suas necessidades, e, consequentemente, se destaque da concorrência.

Estabelecer uma relação de parceria com o seu target contribui para uma situação “win-win”, já que, entre outras vantagens, favorece o compromisso (engagement) do seu público para com a marca; impulsiona o desejado fenómeno passa palavra (positivo); permite conhecer melhor o seu público-alvo; aumenta a satisfação deste último; incentiva a comunicação bilateral; cria maior interesse pelos produtos/serviços prestados pela marca; etc.

As ferramentas do social media constituem um canal idóneo para estabelecer laços de co-produção antes, durante e depois do desenvolvimento do novo produto/serviço, já que possibilitam a partilha de ideias de forma fácil, imediata e com a garantia de que está a falar com o seu público.

Esta filosofia de estar/agir com o consumidor tem já sido posta em prática por algumas companhias. A título de exemplo, a Proctor&Gamble tem encorajado as mães a divulgarem ideias sobre os seus produtos e conceitos. As invenções mais inovadoras (e de preferência testadas com bons resultados) são postas em prática.

Já consultou o seu co-produtor?