Facebook Graph Search

Para Mark Zuckerberg o Graph Search (em português, pesquisa no Gráfico Social) tem o potencial de ser o terceiro pilar do facebook (os outros dois são o News Feed e o Timeline).

O objectivo desta nova ferramenta consiste em disponibilizar aos utilizadores informação social específica que até agora não imaginávamos ser possível encontrar, como que grupos musicais poderei gostar, tendo como base os gostos/interesses dos meus amigos.

Previsivelmente, os resultados serão personalizados, isto é, ainda que façamos as mesmas perguntas, as respostas serão diferentes, devido à profundidade da personalização dada por cada utilizador. Por exemplo, os nossos amigos serão os primeiros a aparecer nos resultados, seguidos daqueles utilizadores com maior número de contactos comuns. As fotos e as páginas de que gostamos terão também primazia na apresentação dos resultados.

Do ponto de vista empresarial, o Graph Search vem dar uma nova importância aos “likes” (ou em português “gostos”), visto que, ao serem apresentados como recomendações dos nossos contactos, o mais certo é reforçarem os fenómenos de influência social ou a pressão de pares. Por exemplo, “se a maioria dos meus amigos vê a série “X”, então vou também ver“.

Com a introdução desta nova ferramenta, facebook pretende afirmar-se como motor de busca de informação, capaz de estreitar as relações entre os membros de diferentes redes sociais, para além de ser um local de interacção social. Não se trata de uma nova Google, visto que o principal critério de apresentação dos resultados é social.

Para a equipa do facebook estamos ainda a viver o inicio do Graph Search , já que são esperadas novas funcionalidades/temas/repostas à medida que os utilizadores da rede social online vão incorporando esta ferramenta nos seus hábitos.

Se ainda não a tem acesso à tão badalada Graph Search (em português, pesquisa no gráfico social) poderá inscrever-se na respectiva lista de espera (link aqui).

Atenção, se não deseja aparecer nos resultados verifique as suas definições de privacidade, já que estas determinam o que é pesquisável. Mesmo que tenha apagado as fotos dos seus amigos da sua cronologia, estas aparecerão nos resultados. Se for necessário, peça-lhes que as retirem.

Esta na hora de medir a sua campanha social media

Este post vai para todos aqueles que se debatem com a pergunta, “E agora como avalio/ meço os resultados da minha campanha no social media?”, em especial ao Pedro que me pediu que recomendasse um livro sobre o tema.

Numa altura em que muitos abraçam as novas tendências e incluem o social media nas suas campanhas, poucos são os que o fazem com um plano concreto, isto é, com objectivos bem definidos e com uma metodologia pré-estabelecida para avaliar a eficácia das suas campanhas. E, já se sabe, o que não é avaliado, não é conhecido e consequentemente não poderá ser melhorado (se for o caso).

Por essa razão deixo-vos duas sugestões de livros que abordam a temática da avaliação de campanhas de marketing que usam o social media:

Social Media ROISocial Media ROI, de Olivier Blanchard, vai para além da sugestão de boas práticas na avaliação do ROI, incluindo propostas para a implementação e gestão de programas social media.

Usando uma linguagem clara e directa, Blanchard recorre a vários exemplos vindos de grandes empresas, como a Ford, que poderão guiar o trabalho daqueles que estão directamente relacionados com o social media.

Para mais informações, deixo-vos um depoimento do próprio autor:

O outro livro que recomendo intitula-se “Measure What Matters: Online Tools For Understanding Customers, Social Media, Engagement, and Key Relationships”, de Katie Paine.

Measure What MattersPara Paine tudo é mensurável, não lhe faltando ideias de como encontrar a informação de que necessita para tomar decissões, bem como vários exemplos bem sucedidos.

Measure What Matters baseia-se no “Inquérito de Relacionamento de Grunig”, e explica de forma simple, step-by-step, como medir a sua reputação no social media, a relação com o seu target, a sua influência e autoridade.

O “Inquérito de Relacionamento de Grunig” (download do inquérito aqui), da autoria de Linda Chilers Hon e de James E. Grunig, tem como finalidade fazer uma medição em forma de inquérito das relações nas Relações Públicas, abordando áreas como a confiança, satisfação, compromisso, entre outras.

Tem a certeza que está a usar bem o social media?

Nem sempre os resultados provenientes do uso do social media coincidem com os objectivos previamente estipulados. E, aparentemente, tudo foi feito “como deve ser”. Uma possível causa poderá ser porque está a replicar antigas técnicas em novos métodos.

Durante o século passado o objectivo número um de muitos departamentos de marketing e de comunicação consistia em influenciar as percepções dos consumidores e o seu comportamento através de propagandas, descontos, garantias, apoio de celebridades, etc. Medidas essencialmente sensoriais ou emocionais que visavam estimular o desejo do comprador e consequentemente a compra. Por falta de tempo ou de informação, nem sempre o consumidor tinha a possibilidade de racionalmente distinguir uma marca ou oferta de outra e a eficácia destas acções eram muitas vezes um facto consumado.

Porém, com o advento da Internet, designadamente da Web 2.0, o acesso a informação imediata, útil e grátis alterou o contexto onde o marketing opera e deu força ao consumidor.

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buzz

Sobre como compra o consumidor de 2012

Recentemente deu-se mais um Black Friday nos Estados Unidos da América. Para quem desconhece, Black Friday é o nome dado ao dia seguinte ao Dia de Ação de Graças (Thanksgiving) nos Estados Unidos, muitas vezes considerado como o início da temporada de compras de Natal, sendo marcado por grandes descontos promovidos pelos vendedores, à semelhança do que acontece com o  Boxing Day em muitas das nações pertencentes ao Commonwealth.

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Embora não seja um feriado, por ocorrer entre o dia de Thanksgiving e o fim-de-semana, é comum as escolas e algumas empresas estarem fechadas, aumentando o número de potenciais compradores. E os números falam por si: desde 2005 que é considerado o dia mais movimentado do ano.

A razão porque trago esta história é porque o Black Friday de este ano dá-nos interessantes inputs sobre como as tendências de consumo paulatinamente revelam algumas mudanças que podem ser traduzidas em futuras tendências.

Para começar, as vendas online durante o Thanksgiving aumentaram 17,4% (este ano o Black Friday começou um dia mais cedo), e durante o tradicional dia de Black Friday aumentaram 20,7% em relação ao ano anterior. Um facto que confirma o que já é antecipado, isto é que à medida que os consumidores experimentam o comércio online, vão-se rendendo aos seus benefícios.

As compras mobile chegaram e muito possivelmente vieram para ficar. 24% dos consumidores utilizaram dispositivos móveis para visitar os sites dos vendedores (em 2011 apenas 14,3% o fizeram) e as vendas mobile aumentaram de 9,8% em 2011 para 16% este ano.

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O iPad também deu nas vistas este ano. Não só representou quase 10% das vendas online, como gerou maior tráfico do que qualquer outro tablet ou smartphone. Uma posição seguida pelo iPhone (8,7%), Android (5,5%). No que se refere a tablets, 88,3% do tráfico deveu-se ao iPad, 3,1% ao Barnes and Noble Nook, 2,4% ao Amazon Kindle e 1,8 ao Samsung Galaxy. De um modo geral, 58% dos consumidores usaram smartphones e 41% tablets para encontrar melhores ofertas.

Não é de surpreender que, com o acesso à informação ainda mais facilitado, as decisões de compra tenham sido mais racionais. Muito embora tenha-se verificado um aumento das vendas, os consumidores souberam tirar partido das oportunidades (como os descontos e free shipping), o que se traduziu numa queda no valor médio de pedidos de 4,7%. Isto é, os consumidores optaram por comprar mais frequentemente e menos quantidades em relação ao ano anterior (o número médio de itens por compra decresceu de 12% a 5,6%).

Quanto ao poder de influência nas compras da parte das redes sociais online, como o Facebook, Twitter, LinkedIn e YouTube, este decresceu 35% em comparação com 2011, gerando 0,34% de todas as vendas online durante o Black Friday.

Por fim, é importante não descurar que estes dados não devem ser extrapolados cegamente para qualquer outra realidade comercial, sendo imprescindível analisar e comparar o contexto sócio-económico e o grau de implementação dos novos media em cada caso. Por exemplo, não acredito que em Portugal os dados apresentados pudessem ser replicados por exemplo este ano. Porém estou convencida de que, no que toca a mudança de comportamento de compra, é apenas uma questão de tempo.

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Gráficos LUMAscape

Depois de passar messes a construir os conhecido gráficos LUMAscape, nas categorias de searchdisplayvídeomobilesocial, comércio e jogos, que mostram como mais de 1.500 empresas diferentes se encaixam numa serie de categorias, eis que a empresa LUMA Partners apresenta o seu mais recente painel: Strategic Buyer LUMAscape.

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Conversas com…Nathalie Nahai

A mais recente convidada para a rubrica “Conversas com…” é a oradora internacional e investigadora Nathalie Nahai, já nossa conhecida através do post Psicologia Web.

Nos seguintes parágrafos, Nathalie fala-nos sobre como a área da Psicologia Web nasceu; que tipo de sensibilidade as organizações demonstram em relação à combinação das áreas da psicologia e do web design; o impacto da Internet na influência das relações para-sociais; e finalmente sobre o seu livro recentemente publicado (“Webs of Influence. The Psychology of Online Persuasion”).

1 – How did the idea of studying web psychology come out and how do you define the concept? 

I decided to coin the term ‘ Web Psychology’ when I realised that there was no single, over-arching definition for the general study of how our online environments effect our behaviour. Given the sheer amount of exciting research that is being generated in this area (from human-computer interaction to social psychology and neuroaesthetics), I wanted to create a definition that described the points at which all these different fields of study intersect.

2 – Do you believe organizations are currently sensible to the relation between psychology and web design? 
Sadly not, though there are a few brave outliers who are leading the way in this respect.

3- You also study the impact between influence and people’s roles. In a campaign context, do you think the Internet had any impact on the influence of parasocial-relationships?
Yes – research shows that even in the case of passive visual media, such as Television, we come to form parasocial relationships with our favourite fictional characters, and that this one-way emotional connection can help buffer against real-world loneliness and sadness. Translate this across to an interactive visual medium (online) and you can see how in a campaign context the impact of those pseudo-social relationships can become amplified.

Are peer-to-peer relationships now more powerful or both type of relationships have the same kind of influence?

Peer-to-peer relationships have always been important – they’re one of the primary groups from which we seek social validation and as such we depend on them to bolster our sense of self-worth and help us reach a deeper understanding of ourselves. It’s the same online, though with our ability to project censored, idealised versions of ourselves via platforms such as Facebook, Twitter etc. comes the added difficulty of connecting with and trying to match up to the fake lives of others- which can cause serious problems.

4 – What can we expect from your book that will be published in October? 
Reading the book will benefit my audiences in three key ways:

Firstly, it provides readers with vital insights into the hidden psychology of their their online audience – from how our brains make decisions to who’s online and why. The book also explores the impact of individual and cultural differences on our online experiences.

Secondly, it outlines the principles you need to communicate more persuasively with your customers – from your website and the images you use, to your videos, colour use and social media.

Finally, readers will come away with the techniques and principles they need to stand out in a crowded market and make more sales. From the six principles of persuasion and how to build reputational capital, to the psychology of pricing and value, this book will equip its readers with the psychological tools they need to take their online business to the next level.

O futuro do Facebook

Numa altura em que as acções do Facebook têm descido desde o dia do seu IPO (começaram por valer 38 dólares e a 14 de Agosto o valor rondava os 20 dólares) as perguntas que têm surgido desde então são quanto vale esta rede social online e por quanto tempo?

Uma forma de responder a estas questões será perceber como o Facebook gera capital económico.

Previsivelmente, grande parte das suas receitas provêm dos anúncios online pagos, quer por utilizadores comuns, quer pelas grandes marcas – o resto advém da relação intrínseca que mantém com a empresa Zynga, criadora de jogos sociais populares como o FarmVille, tendo representado em 2011 12% das suas receitas.

Assim sendo, a continuidade do investimento feito nestes anúncios online depende em larga medida da sua eficácia. Um facto que coloca a empresa americana numa situação delicada, se considerarmos os baixos valores de click through dos anúncios colocados na sua página Web de acordo com estudos recentes.

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