Prémios Facebook

Já estão abertas as inscrições para a segunda edição do Facebook Studio Awards que visa distinguir as melhores campanhas em social media de 2012.

Os critérios de selecção são os seguintes:

  • A campanha tem um carácter social? As pessoas e as interacções sociais representam o cerne da ideia? A campanha motiva a partilha?
  • São usadas as potencialidades do site Facebook?
  • A campanha integra-se com outros meios de comunicação para além da página do Facebook?
  • A campanha é propicia a ser difundida? Torna-se fácil para as pessoas interagirem e partilharem o seu conteúdo?

O vencedor do ano anterior que levou o “Prémio Azul” foi a “Small Business Saturday 2011”, desenvolvida pela Digitas e Crispin Porter+Bugusky, para o cliente American Express.

Na referida campanha, a American Express (em parceria com a FedEx) enviou um vale de 25 dólares a todos os detentores do cartão que se registassem e gastassem pelo menos esse valor no comércio local durante o Small Business Saturday. Como resultado 103 milhões de americanos compraram no mencionado dia, incluindo o presidente Obama e suas filhas, e a comunidade alcançou um total de 2,7 milhões de fãs.

Além do prémio azul, foram atribuídos na altura outros nove prémios (ouros, pratas e bronzes). A presença portuguesa fez-se contar com três campanhas: o SWtmn Vens Ver ou Vens Viver” (da agência Live Content), o Ajuda Um Amigo da União Zooófila (da Strat) e o Staples Regresso às Aulas (da AdOn).

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As redes sociais são cor-de-rosa

Historicamente, a Internet tem sido vista como um meio capaz de atrair um público essencialmente masculino, jovem, com altos níveis de educação. No entanto esta tendência já não retrata a realidade actual de forma completa.

De acordo com a investigadora Auren Hoffman (2008) o comportamento on-line feminino está mais focado nos relacionamentos do que o masculino. Por outras palavras, as mulheres gastam mais tempo nas redes sociais do que os homens (com a excepção da rede LinkedIn), ocupando-se com a construção de relações com os actuais e novos amigos, e por essa razão elas lideram no uso das redes sociais. Enquanto que os homens preferem passar o seu tempo com jogos, como World of Warcraft ou os jogos de poker.

 

Se tivermos em consideração que as mulheres tendem a gastar mais dinheiro e a falar mais sobre as suas compras com a sua rede de contactos do que os homens, será de esperar que estejam mais propicias a propagar mensagens positivas sobre as suas actividades e a fazer recomendações. Assim sendo, elas representam um grupo de consumidores apetecível para as marcas que visam o passa palavra de uma campanha, por exemplo. 

(Imagem da autoria do Hubspot)

Conversas com…Ogilvy

Recentemente tive a oportunidade de entrevistar Eurico Nobre, General Manager da Ogilvy One, sobre o estado do mercado do marketing digital e ainda sobre a 3ª edição do seminário Verge, a realizar já no dia 6 de Junho, em Lisboa.

Vale a pena ler a entrevista:

Eurico Nobre, General Manager da Ogilvy One

– Em que ponto está o mercado do marketing digital em Portugal? Já atingiu a maturidade ou está ainda longe do que se faz nos outros mercados?

O digital, num sentido abrangente, é hoje parte integrante da maioria dos planos e estratégias de marketing em Portugal. Esse é um importante sinal de maturidade. Contudo a abordagem, de uma forma genérica, ainda tende a ser muito táctica. São poucas as organizações que deram o passo no sentido de daí realmente extrair valor, seja por via da activação da marca, do serviço ao cliente, da co-criação ou outros. Até porque isso obrigaria nalguns casos a repensar a própria organização, não apenas o marketing. É esse o estágio em que estão mercados mais avançados, de que são exemplos Burberry, Uniqlo ou Best Buy. Além disso, vivemos num país muito orientado para a televisão, o que se justifica pelo relativamente baixo preço de acesso, em termos absolutos e comparativos com outras alternativas, mas também pressionado pelo enquadramento económico, o que motiva activações focadas sobretudo no curto prazo.

– O número de empresas a usarem as redes sociais como parte da sua estratégia de marketing cresceu muito em Portugal nos últimos anos. Quando se trata de apresentar resultados, qual a metodologia da Ogilvy?

Não existem métricas perfeitas e, menos ainda, universais. Importa por isso observar os objectivos a atingir: chegar a 100.000 likes significa rigorosamente nada se o pretendido for conseguir a marcação de 1.000 test drives.

Assim, os consultores social@Ogilvy normalmente analisam e combinam três indicadores: “reach and positioning”, que mede o alcance obtido; “preference”, que avalia o sentimento e tom das conversas geradas; e, finalmente, “action” ou as leads e vendas geradas.

– A Ogilvy organiza um dos seminários de marketing digital mais importantes a nível nacional, o Verge. O que podemos esperar desta edição quando comparada com as dos anos anteriores?

A edição deste é totalmente orientada para a acção. O tempo é de fazer e o que queremos, como se refere na apresentação do evento, é motivar quem vai assistir a passar da teoria às melhores práticas, nomeadamente observando alguns dos melhores exemplos. As edições anteriores, de 2008 e 2010, tiveram um objectivo de evangelizar para os desafios e importâncias da Era Digital.

– Quais são os oradores confirmados e qual o critério de escolha?

O Verge este ano vai dedicar-se a quatro temas principais: organização (ou como as empresas se devem repensar para tirar o máximo proveito da era digital), mobile (que mudou e está a mudar no mundo, importando responder aos novos hábitos dos consumidores tirando partido de conceitos como o SoPhoLoMo), brand entertainment (ou a criação de conteúdos enquanto território das marcas) e Social CRM (ou como usar a dimensão social enquanto ferramenta de vendas e o consumidor enquanto extensão da marca). Sempre numa perspectiva muito prática e uma abordagem muito pragmática. Os oradores confirmados são alguns dos maiores especialistas globais nas diferentes áreas: John Bell, Global Managing Director, Social @ Ogilvy; Pete BlackShaw, Global Head of Digital & Social Media, Nestlé; Stephen Yap, Group Director, TNS; Nuno Santos, Head of Mobile, Ogilvy Paris; Jeremy Brook, Global Digital Strategy and Marketing, Heineken; Jiri Voves, Partner, Socialbakers; Rob Davies, Executive Director – Advanced Video Practice, OgilvyOne New York e Christophe Muller , Director, Partnerships SEEMEA, You Tube.

Ofertas pelo Facebook

Atenção empresas, o Facebook lançou um novo serviço que permite a divulgação de ofertas (entenda-se, cupões de desconto) através das vossas páginas Facebook de forma simples e grátis. Infelizmente, este serviço só está disponível em determinados países, excluindo, por exemplo, Portugal.

Para aceder à promoção, o(a) interessado(a) terá que:

  1. Clicar em “Obter oferta” para ver os detalhes e ler os termos e condições;
  2. Clicar em “Reclamar oferta” para que a mesma seja enviada para o respectivo endereço de e-mail;
  3. Levar o e-mail da oferta (ou o smartphone com a informação necessária) para poder usufruir do desconto no local indicado.

Dêem uma espreitadela neste vídeo que exemplifica o processo:

Para mais informações, visitem o site: http://www.facebook.com/help/offers

Google Analytics está mais social

No seguimento do crescente interesse em mensurar os resultados das campanhas social media, podendo assim determinar a eficácia das redes sociais, a Google anunciou a criação de algumas ferramentas capazes de fornecer relatórios “social media”, incorporados no já existente site Google Analytics (para quem não conhece este serviço, recomendo a leitura deste post).

Eis os novos relatórios e respectivas funções:

– Relatório geral: permite perceber qual o valor de conversão que é criado a partir dos seus canais sociais, indicando quanto do valor total facturado provém do tráfego pelas redes sociais. Referências que levam a conversões imediatas são designadas como “Última Interacção de Conversão Social”. Caso aconteçam posteriormente, são denominado “Conversão Social Assistida”.

– Relatório de conversão: permite medir o valor de cada canal social, observando as taxas de conversão de cada rede social e o valor monetário que elas geram para o negócio.

– Relatório de fontes sociais: permite visualizar como se comportam os visitantes de origens diferentes, isto é, como interagem com o conteúdo.

Dentro do relatório de fontes existe ainda uma guia de “fluxo de actividades” que indica como os visitantes se relacionam com o seu conteúdo fora do seu site, através da Web social.

– Plugins sociais: estes novo plugins indicam quais os artigos mais partilhados ou recomendados e em que redes sociais tais comportamentos se manifestam mais.

Coca-Cola volta a fazer os trabalhos de casa

A recente campanha social media da Coca-Cola, promovida na Austrália em Outubro de 2011, tem ultimamente servido de exemplo para muitos marketers a nível internacional sobre como implementar uma campanha capaz de utilizar o contexto digital sem negligenciar a importância do mundo “offline”, de dar ao consumidor uma experiência única com a marca e simultaneamente personalizável.

Com o objectivo de ligar pessoas no mundo online e offline (“It is all about connecting people, mainly in the real world, but also digitally as well” refere a directora de marketing da Coca-Cola South Pacific, Lucie Austin ao jornal The Australian), a marca de bebidas mundialmente conhecida convidou os australianos a partilharem uma Coca-Cola com os seus amigos (lema da campanha: ‘Share a Coke with a Mate’). Para isso, informou-se sobre quais os 150 nomes mais populares e etnicamente representativos na Austrália e imprimiu-os nas suas latas e garrafas. Para além disso, os fans da marca na rede social Facebook têm ainda a possibilidade de criar os seus próprios anúncios Coca-Cola, utilizando imagens dos seus álbuns de fotos pessoais, passíveis de serem partilhados naquele site ou no YouTube, e de partilharem uma Coca-Cola virtual com amigos, estando habilitados a ganhar $50.000 que serão partilhados com amigos.

A campanha foi desenvolvida pela agência Ogilvy, Sydney, e a implementação digital foi entregue à Wunderman.

Facebook app da campanha “Share a Coke”, da Coca-Cola Australia:

Novidades?

Ora aqui vão algumas novidades sobre as três redes sociais online mais populares:

Facebook continua na sua missão de atrair marketers, desta vez com o lançamento do “Marketing Classroom“. Esta plataforma social media tem como finalidade educar os marketers sobre as melhores práticas no Facebook, disponibilizando para isso webcasts, vídeos e documentos pdf. Para além disso, Facebook anunciou ontem a aquisição da aplicação photo-sharing Instagram com o objectivo de a fazer crescer de forma independente da rede.

Quanto ao Twitter recentemente adquiriu a Posterous – um blogging site relativamente desconhecido – com o intuito de melhorar as suas características de partilha de conteúdo, na web e nos dispositivos móveis, de modo a que seja ainda mais intuitivo.

A rede Pinterest já conta com mais tráfego de referências do que o próprio Twitter. De acordo com o recente relatório de tráfego mensal da Shareaholic a rede social foi responsável por cerca de 1,05% de tráfego de referências, ao passo que o Twitter teve 0,82%. Pinterest é já considerada a terceira rede social mais popular nos EUA, depois de Facebook e Twitter, de acordo com a Experian Hitwise.

Se souberem de mais novidades, partilhem! 🙂