Ofertas pelo Facebook

Atenção empresas, o Facebook lançou um novo serviço que permite a divulgação de ofertas (entenda-se, cupões de desconto) através das vossas páginas Facebook de forma simples e grátis. Infelizmente, este serviço só está disponível em determinados países, excluindo, por exemplo, Portugal.

Para aceder à promoção, o(a) interessado(a) terá que:

  1. Clicar em “Obter oferta” para ver os detalhes e ler os termos e condições;
  2. Clicar em “Reclamar oferta” para que a mesma seja enviada para o respectivo endereço de e-mail;
  3. Levar o e-mail da oferta (ou o smartphone com a informação necessária) para poder usufruir do desconto no local indicado.

Dêem uma espreitadela neste vídeo que exemplifica o processo:

Para mais informações, visitem o site: http://www.facebook.com/help/offers

De “Yes we can” para “Forward”

Há já umas semanas que o slogan da segunda campanha do actual presidente norte-americano foi revelado, num vídeo de 7 minutos, que pretende realçar a ideia de que ainda há trabalho a fazer daqui para a frente: “Forward” (“para a frente”).

Como seria de esperar, este slogan ainda “fresquinho” já tem feito correr muita tinta (ou devo antes dizer, numa altura tão digital quanto a nossa, caracteres electrónicos), sendo acusado por alguns (como o jornal “The Washington Times”) de ter uma relação próxima com o Marxismo Europeu (lembremo-nos do “Avante”, nome do jornal oficial do Partido Comunista Português).

Vale a pena lembrar a primeira campanha presidencial do candidato, sob o slogan “Yes, we can”:

Numa breve análise numérica, a primeira campanha de Obama durou sensivelmente dois anos e resultou de um planeamento cuidadoso. Dirigindo-se a cerca de 73% da população total (o número de internautas nos EUA remota os 200 milhões), Obama não se limitou a produzir conteúdo para obter visibilidade (publicidade), dando especial atenção à interacção e participação. Os seus três objectivos-chave foram: envolver a audiência, dar “power to the people” e transmitir autenticidade. Foi assim que conseguiu mais de 400 mil posts no blog  MyBO e 39% de entradas para procurar material não apresentado pelos media (agendas, discursos, etc) – uma evidência clara do interesse em conhecer o candidato e possivelmente de fonte de informação para os jornalistas.

O que a campanha de Obama trouxe de novo para a vida política consistiu num novo modelo relacional entre o candidato e os eleitores que contribuiu para o granjear de uma participação activa e directa por parte dos últimos, usando para isso o poder das novas tecnologias. De facto, a combinação ideal dos novos meios de comunicação e os antigos foi decisiva. É importante não descurar que apesar do número de cibernautas crescer ano após ano nem todos os cidadãos estão presentes no mundo virtual ou participam nas redes sociais.

À semelhança do que aconteceu nas eleições presidenciais de 1960 disputadas por Kennedy e Nixon que ficaram marcadas pelo reconhecimento do poder da televisão na decisão de voto dos eleitores, também as eleições americanas de 2008 entre Obama e John McCain ficaram na memória como as primeiras campanhas que souberam usar o poder da internet, nomeadamente da Web 2.0. Não significa isto que tenham sido os primeiros candidatos a apostar na Internet. Pelo contrário, considera-se que a primeira campanha Web surgiu em 1992, quando a equipa do então candidato Bill Clinton colocou alguns excertos dos discursos e algumas notas bibliográficas num servidor primitivo situado na Universidade de Carolina do Norte – Chapel Hill. Tal sucedeu antes da adopção do HTML e do browser gráfico.

Deixo-vos o referido video da segunda campanha de Barack Obama:

The Web Psychologist

Nathalie Nahai define “Web Psychology” como sendo um ramo que faz uso de métodos empíricos para escrutinar os princípios psicológicos que estão por detrás das atitudes e comportamentos dos utilizadores num ambiente digital. Por outras palavras, a “Web Psychology” estuda a forma como as componentes dos ambientes digitais influenciam as atitudes e os comportamentos dos utilizadores. Para isso recorre ao neuromarketing, neuroeconomia, a experiência do utilizador, social inteligence design, neuropsicologia, interação homem-computador, psicologia social e cognitiva e neuroaesthetics.

Esta nova disciplina do saber assenta na crença de que as nossas experiências conscientes apenas sucedem depois das reacções neurais as causarem, e que as decisões são sobretudo sub-conscientes.

Vejamos o exemplo da relação entre as cores e as culturas. Uma única côr poderá suscitar diferentes reacções (inclusivamente contraditórias), em função do contexto. A côr laranja, por exemplo, no Reino Unido suscita sentimentos como barato, fast-food, perigo. Ao passo que na Ásia poderá representar espiritualidade, o sagrado. O azul nos Estados Unidos representa alta tecnologia, confiança. No Irão representa a morte. Em suma, os contextos culturais podem alterar o significado de uma mensagem e consequentemente a sua capacidade persuasiva.

Outro facto interessante é que os homens e as mulheres têm diferentes reacções neurológicas perante os mesmos estímulos. No que concerne à avaliação da atractividade e usabilidade de um site, estas diferenças de género são mais acentuadas nas culturas individualistas. Por exemplo, as mulheres são atraidas pelas cores de um website, enquanto que os homens valorizam mais a animação e a interactividade.

Há ainda a questão de algumas pessoas serem “mais visuais”, isto é, de preferirem a informação em formato gráfico ou em imagens, e outras são mais “verbais”, ou seja, preferem que a informação seja dada em formato de texto. A melhor forma de obter a eficácia desejada passa assim pela distribuição da mesma mensagem em diferentes formatos: vídeo, texto, som (como os podcast), imagens,…

Se soubermos o porquê das nossas decisões, neste caso, num contexto online, mais facilmente encontramos formas de passar a mensagem garantindo a sua eficácia.

http://thewebpsychologist.com/

Google Analytics está mais social

No seguimento do crescente interesse em mensurar os resultados das campanhas social media, podendo assim determinar a eficácia das redes sociais, a Google anunciou a criação de algumas ferramentas capazes de fornecer relatórios “social media”, incorporados no já existente site Google Analytics (para quem não conhece este serviço, recomendo a leitura deste post).

Eis os novos relatórios e respectivas funções:

- Relatório geral: permite perceber qual o valor de conversão que é criado a partir dos seus canais sociais, indicando quanto do valor total facturado provém do tráfego pelas redes sociais. Referências que levam a conversões imediatas são designadas como “Última Interacção de Conversão Social”. Caso aconteçam posteriormente, são denominado “Conversão Social Assistida”.

- Relatório de conversão: permite medir o valor de cada canal social, observando as taxas de conversão de cada rede social e o valor monetário que elas geram para o negócio.

- Relatório de fontes sociais: permite visualizar como se comportam os visitantes de origens diferentes, isto é, como interagem com o conteúdo.

Dentro do relatório de fontes existe ainda uma guia de “fluxo de actividades” que indica como os visitantes se relacionam com o seu conteúdo fora do seu site, através da Web social.

- Plugins sociais: estes novo plugins indicam quais os artigos mais partilhados ou recomendados e em que redes sociais tais comportamentos se manifestam mais.

Coca-Cola volta a fazer os trabalhos de casa

A recente campanha social media da Coca-Cola, promovida na Austrália em Outubro de 2011, tem ultimamente servido de exemplo para muitos marketers a nível internacional sobre como implementar uma campanha capaz de utilizar o contexto digital sem negligenciar a importância do mundo “offline”, de dar ao consumidor uma experiência única com a marca e simultaneamente personalizável.

Com o objectivo de ligar pessoas no mundo online e offline (“It is all about connecting people, mainly in the real world, but also digitally as well” refere a directora de marketing da Coca-Cola South Pacific, Lucie Austin ao jornal The Australian), a marca de bebidas mundialmente conhecida convidou os australianos a partilharem uma Coca-Cola com os seus amigos (lema da campanha: ‘Share a Coke with a Mate’). Para isso, informou-se sobre quais os 150 nomes mais populares e etnicamente representativos na Austrália e imprimiu-os nas suas latas e garrafas. Para além disso, os fans da marca na rede social Facebook têm ainda a possibilidade de criar os seus próprios anúncios Coca-Cola, utilizando imagens dos seus álbuns de fotos pessoais, passíveis de serem partilhados naquele site ou no YouTube, e de partilharem uma Coca-Cola virtual com amigos, estando habilitados a ganhar $50.000 que serão partilhados com amigos.

A campanha foi desenvolvida pela agência Ogilvy, Sydney, e a implementação digital foi entregue à Wunderman.

Facebook app da campanha “Share a Coke”, da Coca-Cola Australia:

Uma caverna e um icebergue

Quem me conhece possivelmente já me ouviu contar a célebre alegoria da caverna de Platão (retirada do livro “A República”), já que para mim continua a ser um excelente exemplo de como diferentes pessoas reagem à mudança. Para quem ainda não a conhece, eis a história:

Imaginem uma caverna onde vive um grupo de pessoas que nunca saiu à rua. Entre a caverna e o exterior encontra-se um muro e uma fresta deixa passar um feixe de luz exterior. Estas pessoas estão de costas para a entrada, acorrentadas, sem se poder mover, forçadas a olhar somente para a parede. Nesta são projectadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira. Os prisioneiros julgam portanto que as sombras representam a realidade. Um dia, um dos prisioneiros consegue escapar e sair à rua. Imediatamente descobre que tudo o que ele acreditava existir são meras sombras da realidade, sendo que o mundo exterior é mais rico do que alguma vez poderia imaginar. Então, lembra-se dos seus companheiros e do quão errados estão. Decide voltar para partilhar com eles o que viu e sabe. Os companheiros ouvem o relato do colega embasbacados e no final matam-no por o considerarem louco e mentiroso.

Para algumas pessoas torna-se mais fácil negar a nova realidade ou mesmo desvalorizar os sinais que são dados por terceiros do que deixar a zona confortável a que se habituaram e que dominam. Aceitar a mudança poderá implicar pôr em causa as próprias bases de uma actividade, forma de pensar ou mesmo de viver e a resistência a ela não tem que necessariamente ter que ver com a idade, como crêem alguns, mas sim com o comodismo, a auto-confiança, o modo como se reage perante o risco, o desconhecido.

A propósito de gestão de mudanças, recentemente (2011) Kotler e Rathgeber publicaram o livro “O nosso icebergue está a derreter“, que pretende mostrar a forma como a resistência à mudança pode ser ultrapassada por meio de tácticas inteligentes. O livro conta a história de um pinguim que tenta chamar a atenção da sua comunidade, habituada a viver de acordo com a tradição, para um problema ameaçador, mas ao princípio ninguém o ouve. Está claro, recomenda-se a leitura :)

Novidades?

Ora aqui vão algumas novidades sobre as três redes sociais online mais populares:

Facebook continua na sua missão de atrair marketers, desta vez com o lançamento do “Marketing Classroom“. Esta plataforma social media tem como finalidade educar os marketers sobre as melhores práticas no Facebook, disponibilizando para isso webcasts, vídeos e documentos pdf. Para além disso, Facebook anunciou ontem a aquisição da aplicação photo-sharing Instagram com o objectivo de a fazer crescer de forma independente da rede.

Quanto ao Twitter recentemente adquiriu a Posterous – um blogging site relativamente desconhecido – com o intuito de melhorar as suas características de partilha de conteúdo, na web e nos dispositivos móveis, de modo a que seja ainda mais intuitivo.

A rede Pinterest já conta com mais tráfego de referências do que o próprio Twitter. De acordo com o recente relatório de tráfego mensal da Shareaholic a rede social foi responsável por cerca de 1,05% de tráfego de referências, ao passo que o Twitter teve 0,82%. Pinterest é já considerada a terceira rede social mais popular nos EUA, depois de Facebook e Twitter, de acordo com a Experian Hitwise.

Se souberem de mais novidades, partilhem! :)