Nathalie Nahai define “Web Psychology” como sendo um ramo que faz uso de métodos empíricos para escrutinar os princípios psicológicos que estão por detrás das atitudes e comportamentos dos utilizadores num ambiente digital. Por outras palavras, a “Web Psychology” estuda a forma como as componentes dos ambientes digitais influenciam as atitudes e os comportamentos dos utilizadores. Para isso recorre ao neuromarketing, neuroeconomia, a experiência do utilizador, social inteligence design, neuropsicologia, interação homem-computador, psicologia social e cognitiva e neuroaesthetics.
Esta nova disciplina do saber assenta na crença de que as nossas experiências conscientes apenas sucedem depois das reacções neurais as causarem, e que as decisões são sobretudo sub-conscientes.
Vejamos o exemplo da relação entre as cores e as culturas. Uma única côr poderá suscitar diferentes reacções (inclusivamente contraditórias), em função do contexto. A côr laranja, por exemplo, no Reino Unido suscita sentimentos como barato, fast-food, perigo. Ao passo que na Ásia poderá representar espiritualidade, o sagrado. O azul nos Estados Unidos representa alta tecnologia, confiança. No Irão representa a morte. Em suma, os contextos culturais podem alterar o significado de uma mensagem e consequentemente a sua capacidade persuasiva.
Outro facto interessante é que os homens e as mulheres têm diferentes reacções neurológicas perante os mesmos estímulos. No que concerne à avaliação da atractividade e usabilidade de um site, estas diferenças de género são mais acentuadas nas culturas individualistas. Por exemplo, as mulheres são atraidas pelas cores de um website, enquanto que os homens valorizam mais a animação e a interactividade.
Há ainda a questão de algumas pessoas serem “mais visuais”, isto é, de preferirem a informação em formato gráfico ou em imagens, e outras são mais “verbais”, ou seja, preferem que a informação seja dada em formato de texto. A melhor forma de obter a eficácia desejada passa assim pela distribuição da mesma mensagem em diferentes formatos: vídeo, texto, som (como os podcast), imagens,…
Se soubermos o porquê das nossas decisões, neste caso, num contexto online, mais facilmente encontramos formas de passar a mensagem garantindo a sua eficácia.
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